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    Educação


    Censo Escolar: instituições tem até 31 de julho para enviar dados

    O levantamento abrange escolas do ensino público e privado

    As escolas, tanto públicas quanto privadas, têm até o dia 31 de julho para encaminhar os dados necessários | Foto: Divulgação

    Manaus - Está chegando o início do Censo Escolar 2018, levantamento anual usado para indicar a situação de infraestrutura das escolas, o número de matrículas, o índice de reprovações, além de calcular o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A partir deste mês, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas (Sinepe/AM), em parceria com o Conselho Estadual de Educação (CEE/AM), inicia uma campanha para mostrar às escolas públicas e particulares a importância da pesquisa para a qualidade da educação no país.

    “O Censo Escolar é uma forma de sabermos a imagem da situação das escolas do Brasil, desde a infraestrutura física, o acesso a pessoas com deficiência, as atividades desenvolvidas, horários, disciplinas, faixa etária dos alunos, transporte escolar, informações dos docentes, técnicos, entre outras informações”, explica a presidente do Sinepe/AM, Elaine Saldanha.

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    A coleta de dados das escolas tem caráter declaratório e é dividida em duas etapas. A primeira consiste no preenchimento da matrícula, quando ocorre a coleta de informações sobre os estabelecimentos de ensino, turmas, alunos e profissionais escolares em sala de aula.

    Já a segunda etapa do Censo ocorre com o preenchimento de informações sobre a situação do aluno e considera os dados sobre o movimento e rendimento escolar dos alunos, ao final do ano letivo.

    O resultado do Censo 2017 está previsto para ser divulgado no dia 14 de maio. E o levantamento deste ano está previsto para iniciar no dia 30 de maio e as escolas, tanto públicas quanto privadas, têm até o dia 31 de julho para encaminhar os dados necessários.

    “E com as informações coletadas, elaboram-se diagnósticos sobre o ensino no Brasil, que oferecem dados que servem para o planejamento, a execução e o acompanhamento das políticas públicas, ou seja, resulta em melhorias no sistema educacional”, apontou a presidente substituta do CEE/AM, Rosimar Sini.

    Entre as mudanças geradas com os últimos Censos, está a identificação de um dos maiores problemas da educação no país, ou seja, as altas taxas de alunos com idades incompatíveis para a série em que estavam, resultado de reprovações e de evasão escolar. Com isso, estratégias como aceleração de aprendizagem foram implementadas, e têm ajudado a mudar esse quadro.

    “Entretanto, existe uma resistência de muitos gestores de instituições de ensino em não preencher o Censo, e por conta disso, muitos alunos acabam ficando fora das estatísticas do Ministério da Educação”, informa a presidente substituta do CEE/AM, Rosimar Sini.

    Além disso, a veracidade das informações declaradas pelos gestores também influencia no repasse de recursos para as instituições públicas do país, já que o resultado do Censo aponta quais as necessidades de recursos para livros, merendas, transportes estudantis, adaptação para alunos portadores de deficiência e até a criação de novos centros.

    De acordo com dados do Inep, 522 mil matrículas dos anos iniciais do Ensino Fundamental (3,4% do total de matrículas) e 455 mil matrículas dos anos finais (3,8%) ainda não possuem a informação de rendimento (aprovado, reprovado) ou movimento (deixou de frequentar, falecido ou transferido) declarada pelas escolas. No Ensino Médio, 4,6% das matrículas estão na mesma situação, somando 367 mil matrículas sem informação da situação escolar.

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