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    Insegurança


    Servidor escapou de roubo na parada do Inpa meses antes de ser morto

    Segundo o amigo de Jabson, a vítima havia escapado de um assalto, no mesmo local onde foi morto, há alguns meses. Na ocasião, ele ainda foi agredido com uma coronhada

    Jabson atuava no Inpa há mais de sete e recentemente era pesquisador | Foto: Arquivo pessoal

    Manaus - “Tudo que Jabson queria, era ser lembrado como alguém que fez algo pela Amazônia”, disse o pesquisador Odem Rocha Lopes, de 24 anos, que era amigo pessoal e colega de trabalho de Jabson Franco da Costa, de 34 anos, morto em um assalto na noite de terça-feira (31). Ele relatou que a vítima andava com medo porque havia escapado, há alguns meses, de outro assalto, na mesma parada onde acabou assassinado.

    Reportagem | Autor: TV Em Tempo

    Odem foi a única pessoa mais próxima de Jabson, que quis se pronunciar durante o velório do colaborador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). A despedida ocorreu na funerária Rei Davi, na rua Francisco Queiroz, bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus, durante toda esta quarta-feira (1º).

    Crime

    Jabson foi covardemente assassinado com um tiro no peito no início da noite da última terça-feira, durante um assalto em uma parada de ônibus, situada na avenida André Araújo, na altura da sede da Fundação Municipal de Cultura (Manauscult). Os assaltantes fugiram com os celulares de Jabson e outros quatro pessoas que estavam na parada.

    Odem, que disse considerar Jabson como um irmão, conviveu por anos com ele, trabalhando lado a lado, nos projetos do Centro de Estudos deQuelônios do Amazonas (Cequa) do Inpa. Jabson atuava no Inpa há mais de sete anos, de acordo com o amigo.  

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    “Fazia o que gostava e trabalhava com muito amor. Ele era um dos profissionais mais dedicados que já vi. Ajudava a todos, era um trabalhador nato, um grande amigo. Em meio a ciência, pesquisa, trabalho, estudo, Jabson queria ser lembrado como alguém que fez algo pela Amazônia. Isso era a vida dele, o nosso projeto morre junto com ele”, relata.

    Integrante do Cequa, Jabson era atuava em projetos de pesquisas com quelônios
    Integrante do Cequa, Jabson era atuava em projetos de pesquisas com quelônios | Foto: Arquivo pessoal


    Área perigosa

    Odem disse que também convive diariamente na região onde Jabson foi assassinado e afirma que a área é de risco. Vários assaltos acontecem diariamente na região da avenida André Araújo e, segundo ele, não há segurança nos dois lados da via, tanto em frente ao Inpa, como em frente a  Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

    Inclusive, Odem revelou com exclusividade que Jabson já havia sofrido uma tentativa de assalto no mesmo lugar, meses atrás. Segundo o pesquisador, Jabson teve sorte que o assalto foi frustrado pela polícia, após uma viatura chegar na parada no momento da ocorrência. Na ocasião, ele ainda foi agredido com uma coronhada, mas não teve nenhum pertence roubado.

    “A segurança lá tem que ser aumentada, aquela parada é rota de fuga para bandido. Vive tendo assalto lá e ninguém faz p* nenhuma. Ele foi assassinado cruelmente na frente do trabalho. É mais um trabalhador que morre por causa de um celular, isso é muito injusto!. A gente quer que a polícia pegue esses assassinos”, completou o pesquisador.

    A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa da Polícia Militar, pelo telefone 988**-**1891, mas ninguém atendeu as ligações. Dois assessores foram contatados em números particulares, mas também não atenderam e nem responderam no WhatsApp. O objetivo era questionar a PM sobre o policiamento na região, que é feita pela 16ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom).

    Um e-mail foi encaminhado à PM, nesta noite, com questionamentos sobre a segurança e policiamento na região e este material será atualizado assim que a corporação se pronunciar.

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