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    manifestação


    Estudantes protestam e pedem mais segurança após colega ser baleado

    Estudantes da UEA pararam o trânsito em alguns momentos e colaram cartazes na parada de ônibus


    Manaus - Um grupo de estudantes protestaram no final da manhã desta quinta-feira (11), e paralisaram o trânsito em alguns momentos na avenida Darcy Vargas, Parque 10, Zona Centro-Sul. Eles pediram por mais segurança nas paradas de ônibus. 

    Na noite da última quarta-feira (10), um estudante de 22 anos foi baleado durante uma tentativa de assalto na parada em frente à Universidade Estadual do Amazonas (UEA).

     Em torno de 60 pessoas se mobilizaram com faixas e cartazes na reivindicação pelo direito de poder voltar para casa sem ser assaltado. Ao final do ato, os alunos deixaram os cartazes na parada como sinal de alerta.

    "Os arrastões estão acontecendo cada vez mais. Já tive que evitar vários caminhos voltando para casa pois estava com notebook e celular na bolsa. Quando saio da faculdade, não sei se vou conseguir chegar bem em casa", disse o estudante de engenharia civil, Aly Mohamed.

    Estudantes reclamam que não sabem se vão voltar para casa em segurança
    Estudantes reclamam que não sabem se vão voltar para casa em segurança | Foto: Divulgação

    Ele disse que estuda na unidade da UEA há cinco anos e que, nesse tempo, já esquivou várias vezes de assalto, mas que recentemente não sabe se ainda pode continuar fugindo. 

    "Não temos outra alternativa, senão esperar o ônibus nessa parada. Nunca fui vítima de assaltos, mas meu colega foi baleado em um arrastão que ele nem reagiu! Ficamos à mercê da sorte", terminou.

    Segundo ele, associações estudantis da UEA encaminharam pedidos protocolados ao reitor da universidade pedindo medidas eficazes de segurança. Sobre paralisar o trânsito, ele falou que o grupo não se estendeu na manifestação por não ter oficializado o ato para legitimar a ação.

    Internet repercute manifestação da "Tia da Trufa" em Manaus
    Internet repercute manifestação da "Tia da Trufa" em Manaus | Foto: Divulgação

    "Não podemos prejudicar outras pessoas pedindo por melhorias e entendemos isso", explicou Mohamed.

    O sargento Flávio Simões, da Polícia Militar (PM), disse que não pode evitar que episódios como o atentado ao estudante aconteçam, mas que a responsabilidade de manter ações contra esta situação é responsabilidade de uma ação integrada de políticas públicas.

    "Somos responsáveis por patrulhar essa área, mas nada impede que um sujeito assalte logo depois que a viatura for embora. A ação conjunta de órgãos para desfavorecer o espaço para assaltantes é a mais eficaz. A instalação de luminárias LED, por exemplo, não é competência nossa", falou.

    Um possível posto de segurança, segundo o sargento, pode ser instalado no local para aproximar a defesa policial dos estudantes. Estudantes também concordam que aproximar a parada da saída da universidade também é uma possível alternativa para futuros assaltos.

    Mais ou menos 60 estudantes participaram do ato
    Mais ou menos 60 estudantes participaram do ato | Foto: Nícolas Daniel Marreco/Em Tempo

    UEA

    Sobre o caso do estudante baleou, a UEA informou que ele está em observação, sem previsão de alta e sem risco de morte, conforme boletim médico divulgado na manhã desta quinta pelo HPS 28 de agosto.

    "O reitor Cleinaldo do Almeida Costa, falou com o titular da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), coronel Amadeu Soares, e pediu reforço policial na área desta unidade da universidade, assim como presença no entorno de todas as unidades na capital e interior", diz um trecho de nota oficial.

    Ainda conforme a nota, a segurança e a iluminação pública não está sob governança da UEA, mas que está em contato com os órgãos responsáveis para assistir os alunos. A universidade também está prestando apoio ao aluno e à sua família até o completo restabelecimento do estudante.

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