Comemoração


Feira da Eduardo Ribeiro comemora 20 anos nesta quinta-feira (9)

Retorno da Feira da Eduardo Ribeiro marca comemoração de seus 20 anos de existência

A Feira de Artesanato e Produtos do Amazonas que ocorre na Avenida Eduardo Ribeiro, voltou a funcionar no último domingo (5) | Foto: Ione Moreno/Semcom

Manaus - Conhecida como parte da cultura manauara, a Feira de Artesanato e Produtos do Amazonas que ocorre na Avenida Eduardo Ribeiro, voltou a funcionar no último domingo (5) após três meses parada, com seus expositores seguindo todas as recomendações de segurança e prevenção à Covid-19, como o distanciamento de dois metros entre as barracas e o uso de máscaras e álcool em gel. A feirinha atrai, além dos moradores, muitos turistas.

Os trabalhadores que vendem seus produtos todo domingo, comemoraram o retorno. Luzimeire Cavalcante, turismóloga e artesã, que confecciona bolsas, sacolas ecológicas e pochetes, e expõe na feira há 10 anos, conta a felicidade de poder voltar a trabalhar. “Neste domingo estivemos na feira muito felizes, porque estávamos voltando e revendo os amigos e clientes. Mas tudo isso serve de lição para a gente, estar conectados à internet também foi muito importante para nós, para divulgação dos produtos por meio das redes sociais”.

As barracas de alimentos funcionaram com 50% de mesas e cadeiras
As barracas de alimentos funcionaram com 50% de mesas e cadeiras | Foto: Ione Moreno/Semcom

Sandra Barros, aposentada e artesã, expõe seus produtos de decoração e utilidades em MDF na feirinha há 11 anos. Ela conta que a venda de seus produtos começou depois de se aposentar, se tornando acima de tudo uma forma de ocupar seu tempo que estava ocioso, após se aposentar e também ficou muito feliz com o retorno.

"Retornei agora como a maioria dos artesãos, embora sendo do grupo de risco, mas obedecendo todos os protocolos da OMS. Além de ser uma renda extra, é uma terapia ocupacional, porque depois que me aposentei, fiquei com o tempo muito ocioso, o que me deu o novo incentivo para a minha vida", conta.

Paralisação por conta da pandemia

Quando começou a ser percebida a necessidade de isolamento, a Associação determinou que os associados considerados no grupo de risco se afastassem e, em seus lugares, assumisse algum membro da família fora desse grupo. Porém semanas depois, o comércio na cidade foi suspenso por completo. Wigson Azevedo, presidente da Associação da Feira Municipal de Artesanato, Trabalhos Manuais e Produtos do Amazonas dos Artesãos Expositores (AFMAPAEER) disse que mesmo parados, os artesãos não pararam seus trabalhos por completo.

Foram determinadas medidas de proteção como o uso de máscaras e álcool em gel
Foram determinadas medidas de proteção como o uso de máscaras e álcool em gel | Foto: Ione Moreno/Semcom

“O artesão se renova a cada dia, a cada dificuldade. Dos homens, alguns viraram pintores, as senhoras não perderam o pique no trabalho de costura, porque muitas começaram a confeccionar máscaras. As pessoas pararam de transitar então as vendas pararam, mesmo a gente praticando as vendas on-line. Foi um período muito difícil”, conta.

20 anos da feira

A Feira comemora seus 20 anos nesta quinta-feira (9). Sendo idealizada em 1999 nasceu de uma parceria entre Sebrae e Prefeitura de Manaus, quando foi realizado um curso para os microempresários que tinham interesse em participar da feira, para que aprendessem sobre noções de preços e atuação como microempreendedor. Após alguns anos, foi sugerido entre os responsáveis, a criação de uma associação própria, e então nasceu a Associação da Feira Municipal de Artesanato, Trabalhos Manuais e Produtos do Amazonas dos Artesãos Expositores (AFMAPAEER).

São diversos setores de exposição: de alimentos; de cama, mesa e banho; de confecções em geral; de peças de madeira, arte, decoração e bichos de pelúcia; de sebos e arte indígena; de produtos infantis, com roupas e brinquedos; de bijuterias, biojóias e artesanato; e o de acessórios como bolsas, cintos, chapéus, chinelos e sapatos.

Segundo Wigson, nunca houve um momento tão difícil como a pandemia. Os 280 permissionários tiveram dificuldades quando a feira precisou mudar de lugar para a rua Joaquim Sarmento, mas ainda podiam vender seus produtos, nada comparado ao momento atual.

A feira funciona todos os domingos, das 7h ás 14h, ocupando a extensão da avenida até a rua 24 de Maio.

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