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    Covid-19


    Taxa de ocupação de leitos de UTI no AM é de 72% no fim de julho

    Embora ocupação de leitos em abril tenha sido de 97%, em julho o número voltou a subir por conta do reordenamento da rede estadual

    Número de ocupação aumentou por conta do reordenamento da rede estadual
    Número de ocupação aumentou por conta do reordenamento da rede estadual | Foto: Divulgação

    Manaus - No fim do mês de julho de 2020 - ano marcado pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) -, a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Amazonas chegou a marca de 72%, e de leitos clínicos em 58%. O aumento da porcentagem se dá ao reordenamento da rede da Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam). 

    Os dados compõem o boletim epidemiológico diário, feito pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), da última quinta-feira (30). O boletim explica que o aumento na taxa de ocupação de leitos Covid-19, em relação às últimas semanas, é reflexo do reordenamento da rede estadual. 

    Com a queda das internações no atual cenário da pandemia, os leitos destinados aos pacientes com Coronavírus foram reduzidos e estão sendo voltando, gradativamente, aos atendimentos de outras patologias. O total de casos confirmados de Covid-19 no Amazonas é de 100.940, com 3.268 mortes causadas pela doença.

    A realidade das UTI’s

    Em abril, a taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em todo o estado oscilava entre 96% e 97%. Já na capital, a taxa de ocupação atingiu os 100%.

    O médico cardiologista Felipe Vitorio, formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), atuou diretamente com os pacientes mais graves que estavam internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Ele relata o perfil desses pacientes e ressalta que as equipes médicas superam desafios diários para salvar vidas. 

    Felipe Vitorio é cardiologista e atuou diretamente com pacientes de UTI
    Felipe Vitorio é cardiologista e atuou diretamente com pacientes de UTI | Foto: Reprodução

    “Nossa preocupação está nos perfis dos pacientes. Existem pessoas que não desenvolvem quadros graves, mas há outros que precisam receber o tratamento em UTI. Eu tenho contato com esses mais graves, são pacientes extremamente difíceis de tratar. Praticamente todos usam a ventilação mecânica e o pulmão é muito acometido. São coisas assim que nós não estávamos acostumados a ver com quadros de pneumonias e doenças respiratórias. O que a gente percebe é que muitos morrem pela gravidade da doença. Todos os pacientes com o Coronavírus demoram para se recuperar e é bem difícil”, relatou. 

    Internações

    Entre os casos confirmados de Covid-19 no Estado, há 264 pacientes internados, sendo 175 em leitos clínicos (12 na rede privada e 163 na rede pública) e 89 em UTIs (16 na rede privada e 73 na rede pública). Outros 80 pacientes internados são considerados suspeitos e aguardam a confirmação do diagnóstico.

    Desses, 61 estão em leitos clínicos (21 na rede privada e 40 na rede pública) e 19 estão em UTIs (13 na rede privada e seis na rede pública).

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