Acima da média


Arrecadação tributária no AM cresceu 4% entre janeiro e junho de 2020

Sefaz afirma que crescimento ocorre devido medidas de controle e fiscalização

Manaus - A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) divulgou nesta sexta-feira (31) que a arrecadação tributária no Amazonas cresceu 4% no primeiro semestre de 2020, em comparação com o mesmo período do ano passado. A melhoria, segundo a Sefaz, ocorre devido medidas de controle e fiscalização, além da adoção de ajustes sem aumento de carga tributária. 

Conforme um balanço do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), o resultado do Amazonas ficou acima da média nacional, que foi de 4% no mesmo período, devido à crise provocada pelo novo coronavírus. Amazonas, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul são os três estados com melhor desempenho de arrecadação no primeiro semestre do ano.

Na comparação mês a mês, o Amazonas teve três altas importantes no primeiro trimestre - 18,9% em janeiro, 7,5% em fevereiro e 16,4% em março. Nos meses de isolamento social, o estado teve queda de 2,3% em abril e 19,9% em maio, mas voltou a se recuperar em junho, com crescimento de 7,6%. O resultado foi impulsionado por uma receita adquirida com a importação de combustíveis.

"O resultado do Amazonas foi bastante expressivo. Com muito trabalho na fiscalização, nos controles de arrecadação, conseguimos um discreto crescimento no semestre, porém, bem superior à média dos estados”, comentou Alex Del Giglio, secretário de Estado de Fazendo, por meio de assessoria. 

Equilíbrio Fiscal

Com o resultado positivo da arrecadação, somado às medidas de contenção de despesas e melhoria da qualidade do gasto, o Governo segue avançando no ajuste das contas públicas. O reequilíbrio financeiro e fiscal possibilitou, por exemplo, a garantia do adiantamento do 13º salário dos servidores, que injetou em torno de R$ 220 milhões na economia local.

No comparativo da receita tributária por imposto, a arrecadação de tributos estaduais do primeiro semestre de 2020, no Amazonas, superou o mesmo período de 2019, especialmente no que diz respeito ao ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) e ao Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF). O primeiro com alta de 4,37% e o segundo de 5,53%, respectivamente.

Já a arrecadação do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) teve queda de -1,9%, e do ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), de -5% no mesmo período. 

*Com informações da assessoria

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