Fonte: OpenWeather

    PCE


    Projeto adota o uso do celular como ferramenta pedagógica no AM

    Um projeto realizado por estudantes do ensino fundamental utilizou o celular como recurso no processo de ensino e aprendizagem da disciplina de Língua Inglesa

    Um projeto desenvolvido com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam),  por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), utilizou o celular como recurso no processo de ensino e aprendizagem  da  disciplina de Língua Inglesa. O  trabalho foi desenvolvido com  alunos do 9º ano do Ensino Fundamental  do Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA) Professor Paulo Freire, localizada no Centro de Manaus.

    Coordenado pelo professor, Carlos Felipe Melo, o projeto foi realizado em 2020, com intuito de utilizar recursos disponíveis no celular como ferramentas didáticas, para a revisão de conteúdos pertinentes a disciplina de língua inglesa, desenvolvendo as habilidades da fala, do áudio, da leitura e da escrita do idioma. Também de analisar  as contribuições que o uso de tecnologias digitais pode agregar no ensino,  com o uso de aplicativos, ferramentas de busca, softwares educacionais e interatividade por redes sociais.

    “Para muitos alunos é o primeiro contato com o idioma. Temos ainda a complexidade da faixa etária e o nível cognitivo diversificado no público da EJA. Tendo em vista essas adversidades, na medida em que observamos a falta de recursos, notamos que quase todos os alunos possuíam um aparelho celular, onde surge a iniciativa de incluir essa tecnologia digital nas aulas de inglês com o intuito de nivelar, revisar e aprimorar a aprendizagem da língua inglesa”, destaca.

    Tecnologia e Educação

    Dentre os recursos abordados no projeto, foi destacado o uso do site de busca para pesquisa e traduções (Google), aplicativo para desenvolvimento de mapas mentais na língua inglesa (MindMeister), aplicativo para revisão de conteúdos e aquisição de vocabulários da língua inglesa (English vocabulary Pop Quiz), formulário para aplicação de testes e questionários (Google Forms), e plataforma baseada em jogos on-line para elaborar testes de múltiplas escolha revisando os conteúdos em grupo por meio de competição do aplicativo (Kahoot).

    “Primeiro os alunos participantes (bolsistas do projeto) definiram que ferramenta usar com os demais alunos da turma, tendo em vista o conteúdo programático da língua inglesa do 9º ano e as ferramentas adequadas para mediar os assuntos da disciplina. Na segunda etapa foi feita revisão dos conteúdos de acordo com as ferramentas selecionadas pelos alunos. No final foi realizada a análise dos resultados”, relata.

    Segundo o professor, foi perceptível o interesse dos alunos durante as aulas de inglês. O  aplicativo utilizado estimulou o aluno a aprender, por meio de jogos de lógica e raciocínio, muitos deles perceberam que acabaram adquirindo novos vocabulários de uma forma dinâmica, visto que o recurso dispõe de material lúdico, que facilitou  a aprendizagem  com associação da palavra e imagem. Os recursos demandam a atenção do aluno quanto à organização de palavras, associação, tradução, nomeação e outras atividades, desenvolvendo as habilidades de leitura, oralidade, fala e escrita, destacou o professor.

    Carlos Felipe explica que a iniciativa foi bem recebida pelos alunos, bem como  pelos demais professores, sendo plausível durante o tempo de isolamento social, porque a escola retomou as atividades somente no mês de setembro do ano passado. As ferramentas acessadas pelo celular, por parte dos alunos, foram essenciais para a revisão de conteúdos na disciplina de língua inglesa.

    “Podemos afirmar que a metodologia favoreceu em diversos fatores, impactando na aprendizagem, no monitoramento dos estudantes que participaram na pesquisa, nas atividades por aplicativos, no Google Forms onde os alunos compartilharam o link das atividades nas redes sociais, sendo possível alcançar outros alunos que permaneceram no ensino remoto. Em outras palavras, o projeto superou as expectativas, porque serviu de protótipo para a elaboração de um simulado, onde os professores enviaram suas questões, permitindo que o aluno acessasse a prova pelo celular. Mesmo diante de um cenário de pandemia, conseguimos manter um número significativo de alunos acompanhando as aulas, superando os desafios, por meio  do uso de uma tecnologia digital, mudando somente a maneira de ensinar e inovando no processo de como acessar a informação e transformá-la em conhecimento”, pontuou.

    Para a estudante participante do projeto, Neury Loranny “A maioria dos alunos possui um celular com acesso à internet, além disso, no celular podemos acessar excelentes aplicativos para estudar a língua inglesa, viabilizando o acesso à informação, por meio do uso dessa tecnologia digital. Vejo a utilização dessa tecnologia como algo positivo para o professor e aluno, desde que haja o equilíbrio, o compromisso e a responsabilidade.”

    Já a estudante Thalia dos Santos, destacou a presença da tecnologia no dia a dia e da importância da ferramenta no ensino. “Sabemos que a tecnologia está presente em vários lugares, não podemos ficar desconectados, o uso das tecnologias digitais ajudam na sala de aula auxiliando na aprendizagem, pois toda informação está ao nosso alcance, cada um aprende no seu momento e há recursos para cada tipo de pessoa e nível de dificuldade”.

    PCE

    O Programa Ciência na Escola é uma  iniciativa da Fapeam, realizada em parceria com a Secretaria de Educação e Desporto (Seduc-AM) e Secretaria de Municipal de Educação (Semed). O programa visa à participação de professores e alunos do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª a 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, para despertar a vocação científica e incentivar talentos.

    *Com informações da assessoria

    Leia mais

    Alunos da rede estadual reutilizam objetos e dão vida nova ao ambiente

    Programa Ciência na Escola seleciona 515 projetos de escolas estaduais

    Alunos do Amazonas produzem perfume em sala de aula