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    Greve dos professores


    Mais de 100 escolas suspendem aulas em Manaus, diz Sindicato

    Seduc informou que mantém o canal de negociação aberto com os professores, mantendo diálogo com o Sinteam

    Professores de uma Escola do bairro Nova Cidade também paralisaram as aulas na manhã desta segunda (19)
    Professores de uma Escola do bairro Nova Cidade também paralisaram as aulas na manhã desta segunda (19) | Foto: Divulgação

    Manaus- Professores da Rede Estadual de Ensino do Amazonas, suspenderam na manhã desta segunda-feira (19), as aulas em 107 escolas na capital e 30 no interior do Estado. A informação é do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus ( Asprom-Sindical).

    Ainda segundo o sindicato, a paralisação foi  realizada de forma independente pelos professores, sem interferência de sindicatos da categoria, e tem como finalidade pressionar o governo para concessão de reajuste salarial e promoções atrasadas. 

    O coordenador financeiro da Asprom-Sindical, Lambert Melo, explicou que a paralisação da manhã desta segunda, não contou com orientação do sindicato. Segundo ele, a greve programada deve começar na quinta-feira (22) e para isso há movimentação de toda a categoria. "Milhares de professores devem se posicionar em frente à sede do governo, na Compensa, no dia marcado", disse o coordenador.

    | Foto: Divulgação

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    “O governo comete um erro em dizer que só vai negociar se for com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas. A categoria não reconhece mais esse sindicato. Enquanto não houver uma negociação com o Asprom-Sindical nada vai mudar, a greve continua”, disse o coordenador, enfatizando que a paralisação geral só será suspensa, caso as pautas sejam atendidas.

    “Nossas principais reivindicações são de 35% de reajuste salarial, cumprimento das promoções atrasadas, envolvendo professores que tem titularidade e tempo de serviço, reajuste de 100% no auxilio alimentação para os professores e para os trabalhadores do setor administrativo", finalizou o coordenador.

     A paralisação tem como principal objetivo reivindicar e pressionar o governo a conceder o reajuste salaria
    A paralisação tem como principal objetivo reivindicar e pressionar o governo a conceder o reajuste salaria | Foto: Divulgação

    Seduc continua negociando

    A Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (SEDUC) informou por meio de nota, que mantém  o canal de negociação aberto com os servidores da educação,mantendo o diálogo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam).

    "Na última semana, duas reuniões foram realizadas com os dirigentes do Sindicato e ficou definida a manutenção do plano de saúde Hapvida para os profissionais da categoria. Além de garantir a manutenção do plano de saúde, o governo também assinou decreto das progressões de 3.516 servidores que alcançaram a plenificação (graduação em licenciatura plena), especialização, mestrado e doutorado.

    O governador Amazonino Mendes também garantiu mais quatro benefícios para a categoria: o reajuste do auxílio-alimentação, de R$ 220 para R$ 420, aos servidores que estiverem na escola, volta desse auxílio para os funcionários lotados na sede da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (SEDUC), manutenção do auxílio para os servidores que entrarem em licença médica e às servidoras que estiverem de licença maternidade, atualmente nessas situações o benefício é suspenso. E, por último, a inclusão dos valores referentes ao auxílio alimentação nos contra-cheques dos servidores. Esses valores não sofrerão descontos nem previdenciário e nem do imposto de renda pois são verbas indenizatórias.

    Amazonino também determinou a alteração no valor do auxílio-localidade dos professores, que não tem reajuste desde 1987, época em que ele governou o Estado e criou o auxílio. O governador sugeriu três faixas para o benefício: o valor de R$ 200 para localidades mais próximas, R$ 500 para distâncias intermediárias e R$ 1.000 para localidades mais distantes".

    Reajuste

    Ainda sobre o reajuste a Seduc informou que:  "Sobre o percentual de reajustes da categoria o governo, seguindo o cumprimento do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, reiterou a proposta de garantir a data-base de 2017 e escalonar as demais (2015, 2016 e 2018) ao longo do ano, conforme a arrecadação crescer. A proposta será oficializada em um decreto que cria um “gatilho” para alterar os vencimentos de acordo com a receita estadual. Ficou acordado, ao final da reunião de sexta-feira (16/3), que uma terceira rodada de negociação será realizada nesta semana para definir esse percentual".

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