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    Turismo, fonte econômica

    Augusto Bernardo Cecílio - Auditor fiscal da Sefaz, coordena o Programa de Educação Fiscal no Amazonas
     
    Ao longo do tempo, os grandes centros urbanos do mundo inteiro, guardadas as proporções, têm extraído do turismo fontes significativas de receita para a realização de suas políticas públicas.
     
    As metrópoles reservam para si a facilidade para atrair um grande número de visitantes, por possuir pontos turísticos de irrefutável valor histórico-cultural e, ao mesmo tempo, projetam o crescimento desse segmento ao optar por desenvolver cada vez mais estratégias visando valorizar todo um conjunto de atrativos contidos em seu espaço urbano.
    Ainda dentro desse campo econômico, o ecoturismo ou turismo ecológico propriamente dito é uma nova, porém não menos importante variação desse filão. Voltado exclusivamente para exposição e exploração das reservas de áreas naturais preservadas, esta modalidade tem crescido muito nos últimos anos, principalmente por causa dos efeitos colaterais que o planeta tem revelado por causa das ações inconsequentes que o homem tem submetido implacavelmente a natureza.
    Independente da modalidade explorada e do volume financeiro que ela proporciona ao Estado e ao município, o turismo tem recebido significativa importância tanto por parte da iniciativa pública, quanto privada.
     
    Isso é reflexo de que a atividade é rentável, além de agregar valor cultural ao meio social onde está inserido e denota importância para a sua necessária preservação.
    Os investimentos que o Estado faz, enquanto instituição pública e principal gestora dos recursos públicos, no sentido de atrair, patrocinar e apoiar eventos e medidas com interesse em aumentar o número de turistas está diretamente ligado ao valor aplicado como contrapartida.
     
    Ou seja, há estudos econômicos que asseguram um retorno satisfatório para cada centavo empregado na entrada de cada turista em determinado espaço geográfico.
    Manter qualquer espaço físico em condições favoráveis para atrair, agradar e garantir a volta dos turistas é, sem dúvida, um processo cuidadoso e extremamente importante para a evolução apontada nas estatísticas e também pelas cifras.
     
    A população, enquanto consumidor final dos produtos tributados deve exercer um papel preponderante para a preservação do patrimônio público e do meio ambiente.
    No Amazonas, vivemos uma grande expectativa com a realização da Copa do Mundo em 2014. Todos querem faturar e é natural que isso aconteça. Mas muitas coisas precisam mudar.
     
    Os amazonenses e os que escolheram este Estado para morar têm a obrigação de vestir a camisa no sentido de receber com profissionalismo os milhares de turistas que chegarão a Manaus e nos municípios vizinhos.
     
    Mudar comportamentos e vícios é fundamental, começando pela limpeza, lembrando as pessoas que adoram jogar lixo pela janela do carro, em igarapés e esgotos, no rio Negro, sem esquecer a prática condenável das pichações e colagens de cartazes em prédios, muros, postes e viadutos.
    O que custa implantar um sistema de câmeras nos locais mais agredidos e nas obras recém-inauguradas? Com isso o poder público poderia facilmente pegar meia dúzia de infratores e aplicar o que estabelece a lei, pois a sua omissão é condenável.
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