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    área desmatada


    AM e RO tiveram 1,7 milhões de hectares devastados pela BR-319

    De autoria do Idesam, a análise passa por 13 municípios que sofrem influência da rodovia e propõe soluções para falhas no âmbito gestão ambiental

    O trecho mais controverso da rodovia BR-319 é o chamado “trecho do meio”, que fica entre os quilômetros 250 e 656 e está sujeito ao licenciamento ambiental. | Foto: Janailton Falcão

    ManausPorto Velho, capital de Rondônia, Lábrea, Manicoré e Autazes, no Amazonas, foram os municípios com a maior quantidade de área desmatada acumulada, até o ano de 2016, somando aproximadamente 1,7 milhão de hectares devastados. As informações são da Análise Ambiental e Socioeconômica dos Municípios Sob Influência da Rodovia BR-319, estudo desenvolvido pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam).

    O levantamento aborda 13 municípios do interflúvio Purús-Madeira e que será lançado nesta quinta-feira (10), no Auditório do Bosque da Ciência, em Manaus. Além dos citados, Manaus, Careiro da Várzea, Careiro, Manaquiri, Beruri, Borba, Tapauá, Canutama e Humaitá também foram analisados na publicação, por estarem diretamente ligados, ou por possuir alguma estrada com conexão à rodovia, alvo de muitas polêmicas.

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    De acordo com o estudo do Idesam, o trecho mais controverso da rodovia BR-319 é o chamado “trecho do meio”, que fica entre os quilômetros 250 e 656 e está sujeito ao licenciamento ambiental, por necessitar de uma reconstrução total do pavimento.

    A perda e degradação de habitat, poluição química e atropelamentos de fauna são apenas alguns dos impactos negativos decorrentes da construção de estradas na Amazônia apontados na análise do Idesam, que destaca também a invasão antrópica como outro fator preocupante. Este tópico ganha atenção especial na análise, visto que as invasões causadas pela expansão rodoviária na Amazônia Legal, vêm acompanhadas de grilagem de terras, os conflitos e expulsão de populações tradicionais.

    Indicadores sociais

    Para entender os impactos da pavimentação da polêmica rodovia federal nesses municípios, os pesquisadores analisaram não somente a dinâmica de desmatamento, mas também a evolução de indicadores socioeconômicos (como PIB e IDH), o ordenamento territorial, a infraestrutura e o uso da terra e produção rural de cada um deles.

    Neste estudo estão inseridas questões como o acesso a cuidados médicos básicos, água e saneamento, moradia, segurança, sustentabilidade dos ecossistemas, educação superior, entre outros fatores que comprovam o impacto social da rodovia.

    *Com informações da assessoria

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