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    Reciclagem


    Amazonense gostaria de reciclar lixo, mas não sabe como, diz pesquisa

    Pesquisa feita pelo Ibope mostra que 70% dos habitantes do Amazonas sabem pouco ou nada a respeito de coleta seletiva; 30% não sabem citar quais são as cores das lixeiras para coleta do material

    A reciclagem de materiais plásticos é importante para o futuro do planeta
    A reciclagem de materiais plásticos é importante para o futuro do planeta | Foto: Divulgação

    Manaus - De acordo com pesquisa feita pelo IBOPE Inteligência a pedido da Cervejaria Ambev, os amazonenses sabem da importância da reciclagem para o meio ambiente e acreditam que seja uma prática correta, embora isso ainda não seja uma rotina por parte da população.

    Os resultados da pesquisa mostram que, para a totalidade das pessoas ouvidas, a reciclagem é importante para o futuro do planeta e 96% concordam que o jeito correto de descartar os resíduos é separando cada um em um saquinho.

    Por outro lado, 74% das pessoas não separam os materiais recicláveis individualmente nos lixos que geram em casa, e, destes, 48% não separam sequer o lixo orgânico do inorgânico.

    Toneladas de materiais plásticos são reciclados anualmente
    Toneladas de materiais plásticos são reciclados anualmente | Foto: Divulgação

    Para 90% dos amazonenses, o cuidado com o meio ambiente é uma das maiores preocupações atuais. Apesar da preocupação, de acordo com a pesquisa, 70% afirmam saber pouco ou nada a respeito de coleta seletiva e 30% não sabem citar quais são as cores das lixeiras para coleta do material.

    “Só com um trabalho em conjunto entre todos nós, cidadãos, empresas, cooperativas e governos, para revertemos esse cenário e dar ao lixo o cuidado que ele deve ter”, afirma Filipe Barolo, gerente de sustentabilidade da Cervejaria Ambev.

    A destinação correta dos vasilhames de plástico contribui para a melhoria da qualidade de vida na terra
    A destinação correta dos vasilhames de plástico contribui para a melhoria da qualidade de vida na terra | Foto: Divulgação

    Quais resíduos são recicláveis?

    Dos entrevistados, 77% dizem estar atentos na compra de produtos com embalagens que sejam recicláveis. Mas apenas 2% das pessoas ouvidas sabem que embalagens longa vida são recicláveis, por exemplo.

    O índice melhora quando se fala em plástico (69%), vidro (56%), papel (47%) e alumínio (37%), mas ainda está distante do ideal. Apenas 44% dos entrevistados afirmam saber que garrafas PET podem ser recicladas e 26% sobre embalagens retornáveis de vidro, por exemplo.

    “Reduzir as embalagens ou dar destinação correta para as produzidas é uma das nossas principais preocupações. Por isso, temos buscado reduzir a quantidade de embalagens no mercado, focando nossos esforços em aumentar a quantidade de envases retornáveis e reciclados. Uma de nossas metas socioambientais é que, até 2025, 100% de nossos produtos estejam em embalagens retornáveis ou feitas majoritariamente de material reciclado”, afirma Barolo.

    A Cervejaria Ambev, por exemplo, tirou mais de 12,4 milhões de toneladas de vidro de circulação em decorrência do aumento de representatividade das garrafas de vidro retornáveis disponíveis no mercado nos últimos anos.

    A companhia também deixou de produzir um volume superior a 1,9 bilhão de garrafas PET com resina virgem em decorrência da reciclagem do material, deixando de utilizar mais de 94 mil toneladas de plástico.

    Afinal, para onde vai o lixo?

    Para 88% dos moradores do Amazonas que aquilo que chama de lixo pode ter valor para outras pessoas e 69% discordam que o lixo deixa de ser sua responsabilidade quando jogado fora, mas a cadeia envolvida nesse processo ainda parece ser um mistério para a maior parte da população.

    No estudo, 62% das pessoas afirmam não saber quem efetivamente recicla os materiais e os transforma em novos produtos no Brasil e 92% afirmam saber pouco ou nada sobre cooperativas de reciclagem. Além disso, 62% acreditam que o lixo vá para aterro sanitário ou lixão, apesar de 43% não concordarem que essa seja a destinação adequada.

    Cervejaria Ambev e a reciclagem

    A Cervejaria Ambev desenvolve uma série de iniciativas para contribuir com a mudança desse cenário, pois a sustentabilidade socioambiental é um pilar central de seu negócio. Nos últimos cinco anos, a cervejaria destinou mais de R$ 1 bilhão para projetos de impacto positivo no meio ambiente. O montante contribuiu para a superação de seis das sete metas anunciadas em 2013 para serem atingidas em 2017. Agora, a cervejaria anunciou mais um passo importante nesse trabalho, com novos compromissos, que têm previsão de atingimento até 2025. 

    A cervejaria desenvolve uma série de projetos relativos à reciclagem e vem atingindo resultados importantes nos últimos anos. O trabalho atua em três pilares centrais: garrafas de vidro retornáveis, garrafas PET e fomento às cooperativas de reciclagem. Confira abaixo.

    Garrafas de vidro retornáveis

    Desde 2014, a companhia busca ampliar a presença das garrafas de vidro retornáveis no mercado, que podem ser reutilizadas cerca de 20 vezes. Para facilitar a troca do produto, a cervejaria investiu na instalação de mais de 1000 máquinas de coleta por todo o país, que, em 2017, coletaram mais de 115 milhões de vasilhames. Atualmente, cerca de 1 em cada 4 garrafas vendidas nos mercados já é retornável. 

    Garrafas PET

    Em 2012, a Ambev lançou a primeira PET 100% reciclada do mercado brasileiro, com Guaraná Antárctica, e, desde então, já deixou de produzir 1,9 bilhão de garrafas PET. Esse esforço evitou a utilização de mais de 94 mil toneladas de material virgem, abrindo espaço para mais garrafas feitas de material reciclado. Esse montante equivale ao lixo gerado por mais de 245 mil pessoas em um ano. Atualmente, 56% das garrafas PET de Guaraná Antarctica produzidas pela companhia é envasada nesse tipo de embalagem.

    Reciclar pelo Brasil

    Em outubro de 2017, a Ambev firmou parceria Coca-Cola Brasil e lançou um programa conjunto de reciclagem. Nomeada de Reciclar pelo Brasil, a plataforma unificada conta com a parceria da Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT). Atualmente, o programa é integrado por 110 cooperativas e mais de 2500 cooperados. Destes, cerca de metade são mulheres (54%) e o trabalho se estende por 61 cidades do Brasil, triando 41 mil toneladas de material reciclado desde o início do projeto. 

    *Com informações da assessoria

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