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    Popularização


    Ufam aposta em agência de notícias para ampliar divulgação científica

    A novidade foi apresentada pelo reitor Sylvio Pulga, na manhã desta quinta-feira (3)

    No Laboratório de Pesquisa de Combustíveis foi apresentada uma pesquisa de utilização de caroços de açaí como catalizadores de biocombustíveis | Foto: Lívia Nadjanara

    Manaus - Impulsionar a divulgação de trabalhos científicos nos veículos de comunicação de massa é uma tarefa desafiadora e que foi apresentada pelo reitor Sylvio Pulga da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), na manhã desta quinta-feira (3), como uma das ações de sua gestão à frente da instituição.

    Um dos primeiros passos estratégicos para a implementação deste projeto foi a realização do 'Imprensa VIP', em que profissionais de rádio, televisão, jornais e portais participaram de um receptivo, seguido de visitas aos mais diversos núcleos de produção científica da universidade. 

    Reitor Sylvio Puga recebeu jornalistas no primeiro "Imprensa VIP"
    Reitor Sylvio Puga recebeu jornalistas no primeiro "Imprensa VIP" | Foto: Ascom/UFAM

    De acordo com Pulga, a Ufam deverá apresentar um novo portal de notícias ainda este ano, além da implantação da Agência de Notícias da Ufam, até o primeiro semestre de 2019. O projeto será desenvolvido pela reitoria em parceria com a assessoria de comunicação da universidade, dirigida pela jornalista Ana Carla Santos, e do Programa de Visitas para os Públicos Interno e Externo (VIP), que existe na casa desde 2008, coordenado pela professora Célia Carvalho.

    A ideia de transformar a assessoria de comunicação em agência, com a massificação dos conteúdos de pesquisa e pós-graduação, como exemplo, defesas de teses de doutorado e dissertações de mestrado, está no centro da proposta, que pretende apresentar todos esses resultados com uma linguagem mais popular.

    "Os trabalhos que são defendidos na academia vêm, em sua maioria, de interesses e problemas que a sociedade enfrenta, de forma que os nossos pesquisadores, por meio desses trabalhos, respondem a esses problemas", afirma Puga. 

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    Parcerias

    Nos 10 meses a frente da reitoria, Puga garante que o regime de parcerias surte efeitos diretos nas demandas internas. "As demandas internas são justas, legítimas, corretas, pois nossos pesquisadores querem oportunidade de desenvolver seus projetos. Nós temos dado as condições para eles operarem e temos buscado recursos para que os projetos sejam executados". 

    Com orçamento anual de R$ 650 milhões, mais da metade comprometido em pagamento de pessoal - entre ativos, inativos e pensionistas -, e outros R$ 120 milhões para custeio, sobra uma parcela pequena para os investimentos e continuação das atividades, defende o reitor.

    Visita

    Uma fonte quase infinita de assuntos de interesse, as universidades também são uma fonte farta de inovações. Desde o conhecimento criativo do projeto 'Ufam Makers', desenvolvido pelo Instituto de Ciências Exatas; passando pela Feira de Agricultura Familiar (AgroUfam), do Núcleo de Socioeconomia da universidade; Laboratório de Pesquisa de Combustíveis (Lapec); e chegando ao Centro de Desenvolvimento Empresarial e Tecnológico (CDTech), as ideias foram apresentadas pelas coordenações e pesquisadores com a paixão de quem abre as portas e mostra os filhos com orgulho.

    Física, Química e Agronegócio foram áreas tema de uma visitação oferecida à imprensa, para estimular a divulgação científica da universidade
    Física, Química e Agronegócio foram áreas tema de uma visitação oferecida à imprensa, para estimular a divulgação científica da universidade | Foto: Lívia Nadjanara

    Um exemplo de apaixonado é Lúcio Santos, do "Dica da Amazônia", que utiliza o espaço de incubadora da Ufam, no CDTech, para levar adiante uma inovação: beneficiar as sementes da seringueira para dela extrair o óleo, utilizado nas rações para peixe e até em um suplemento alimentar em pó. Sob a orientação do coordenador Luiz Roberto Coelho Nascimento, o projeto de Lúcio caminha rumo à habilitação na captação de recursos que serão aplicados na produção. "Nós estamos dependendo apenas de tecnologia e investimento para colocar os produtos no mercado", avalia, otimista.

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