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    crime virtual


    Conta de shopping de Manaus no Instagram é invadida pelo 'Anonymous'

    "Não esquecemos. Não perdoamos", dizia a publicação na rede social. A empresa disse que já recuperou o domínio do perfil

    A publicação inusitada ficou cerca de nove horas no ar e foi publicada em língua inglesa, falando sobre uma "falha de sistema" | Foto: Divulgação

    Manaus - Apesar da onda de perfis famosos na internet hackeados pelo grupo Anonymous ter aparentemente reduzido, a página oficial do Amazonas Shopping, no Instagram, um dos centros de compras mais tradicionais de Manaus, entrou para a lista de invasões do grupo na noite de quinta (8) e causou espanto em muitos seguidores.

    O grupo é internacionalmente conhecido por manifestações contra os governos e instituições, registrando sucessivos ataques inclusive no Brasil.

    A publicação inusitada ficou cerca de nove horas no ar e foi publicada em língua inglesa, falando sobre uma "falha de sistema" no perfil, indicando a invasão na conta. A tradução livre da publicação era "Nós somos anônimos. Nós somos legião. Nós não perdoamos. Nós não esquecemos. Espere por nós".

    O misterioso grupo Anonymous invadiu.
    O misterioso grupo Anonymous invadiu. | Foto: Divulgação


    A reação dos usuários na rede social foi de imediata agitação. Entre risos e apostas de novos alvos de contas invadidas, alguns manifestaram receio. "Passei direto e não quis olhar", comentou um seguidor.

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    Outros seguidores pediram para os autores do crime cibernético devolverem o domínio da conta aos proprietários. "Devolvam o 'insta' dos caras. Isto não se faz", falou. O post foi compartilhado em até outros sites. Algumas contas no Twitter utilizaram a imagem do post em suas contas na manhã desta sexta-feira (8), avisando sobre a invasão.

    Usuários do Twitter também compartilharam o espanto ao post.
    Usuários do Twitter também compartilharam o espanto ao post. | Foto: Divulgação

    Assessoria

    A reportagem entrou em contato com a assessoria do Amazonas Shopping e, por telefone, eles afirmaram que não souberam a motivação do ato. "Percebemos que haviam invadido a conta, mas não sabemos o porquê nem os possíveis autores", disse em informações preliminares.

    Por volta de 9h40, a publicação foi excluída da conta e a foto de perfil trocada.

    Ao Em Tempo, a empresa ainda confirmou em nota que a conta já foi recuperada e que não houve prejuízos maiores. A assessoria não deixou claro se haverá queixas sobre o crime à Polícia Civil.

    Em rápido levantamento nas páginas e perfis oficiais de outros centros de compras na cidade, não havia indícios de invasão das contas nas redes sociais.

    Outro caso

    Em abril do ano passado, o site da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) foi hackeado. Os invasores colocaram um recado “Quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele!” e “Corrupção há em todo lado, na Europa, EUA, Asia, Etc. Mas no Brasil corrupção virou cultura política. Luis A. R. Branco”.

    O endereço eletrônico https://www.pm.am.gov.br/ se encontrava fora do ar. Em nota, a PMAM informou que além do site da corporação, o movimento não identificado atingiu outros sites institucionais em todo o Brasil.

    “A Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI), imediatamente tomou as providências e identificou que a invasão só atingiu a interface da página inicial do site, os arquivos e documentos internos da instituição não foram atingidos”, diz a nota. Nenhum suspeito foi identificado.

    Pena criminal

    De acordo com a atualização no Código Penal Brasileiro sobre crimes cibernéticos, o artigo 154-A diz que:

    Invadir dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo ou instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita.

    A pena é de detenção, de três meses a um ano e multa.

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