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    Tecnologias sociais no Amazonas


    Tecnologia natural: luz do sol purifica água para os ribeirinhos

    Soluções de saúde e saneamento beneficiam ribeirinhos no AM. Parceria da Fundação BB e IDIS completa um ano de reaplicação de tecnologias sociais

    A iniciativa já beneficiou 1.900 pessoas. O método destrói os micro-organismos causadores de doenças e funciona de forma simples: a água é colocada em uma garrafa plástica transparente ou de vidro e deve ficar exposta ao sol durante seis horas. | Foto: Divulgação

    Brasília - No início de 2017, a Fundação Banco do Brasil e o Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) se uniram para minimizar problemas relacionados às áreas de saneamento básico, tratamento de água e saúde de famílias ribeirinhas nos municípios de Borba, Nova Olinda e Itacoatiara, no Amazonas. Após um ano de atuação, o projeto “Tecnologias Sociais no Amazonas” já apresenta resultados surpreendentes na melhoria das condições de vida das pessoas atendidas.

    Os principais problemas identificados na região são a falta de saneamento básico adequado e de água potável. Apesar da abundância de recursos hídricos, a água disponível é imprópria ao consumo, e é uma das causas apontadas para os altos índices de diarreia e doenças correlacionadas nas localidades. Como solução - eficaz e de baixo custo - foi escolhida a iniciativa Sodis – Desinfecção Solar da Água, um purificador de água por meio da luz solar.

    A iniciativa já beneficiou 1.900 pessoas. O método destrói os micro-organismos causadores de doenças e funciona de forma simples: a água é colocada em uma garrafa plástica transparente ou de vidro e deve ficar exposta ao sol durante seis horas. A luz solar trata o conteúdo por meio de radiação e aumento de temperatura.

    Cerca de 380 pessoas já foram capacitadas para implantar a técnica: 50 moradores de comunidades de Borba, 135 em Nova Olinda e 195 em Itacoatiara.

    Além da Sodis, o projeto reaplicou outras duas metodologias do Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação BB - a HB: Combate à Anemia Ferropriva  e o Banheiro Ecológico Ribeirinho. O investimento social é de R$ 1 milhão e atende cerca de 2 mil famílias. Também apoiam a iniciativa a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

    A reaplicação da tecnologia HB é Combate à Anemia Ferropriva e teve como finalidade o combate à anemia por carência de ferro em alunos de escolas públicas. A ação resultou na diminuição da incidência em crianças de 36% para 2,8% – abaixo do índice aceitável estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que é de até 5%. Com um aparelho portátil, é realizado o diagnóstico da deficiência de ferro. As informações detectadas são transcritas para um aplicativo, que calcula a suplementação necessária de sulfato ferroso e ingestão de vermífugos.

    Em Borba, 60% das crianças foram diagnosticadas com anemia, retrato dos problemas relacionados à indisponibilidade de água tratada e de saneamento básico.

    O Banheiro Ecológico Ribeirinho consiste em um pequeno cômodo de madeira, equipado com um vaso sanitário e uma estrutura impermeável para a coleta de dejetos. Foram contempladas comunidades compostas por casas suspensas, que tiveram a instalação da estrutura acima do nível do chão para evitar a contaminação de cursos de água superficiais e subterrâneos. Até agora, estima-se que 300 pessoas já foram atendidas.

    Sobre o BTS

    É uma base de dados que reúne as metodologias reconhecidas pelo Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. Atualmente, a plataforma online conta com aproximadamente 1 mil iniciativas disponíveis.