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    Encontro histórico


    Encontro histórico: Trump e Kim dão aperto de mãos em Cingapura

    O presidente dos Estados Unidos e o ditador da Coreia do Norte vão se encontrar no Capella Hotel em Cingapura em cúpula histórica

    Encontro histórico entre presidente dos Estados Unidos e ditador da Coreia do Norte acontece em Cingapura | Foto: Divulgação

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, deram-se as mãos há pouco, dando início ao primeiro encontro entre líderes dos países na história.

    Donald Trump, chegou há pouco à ilha de Sentosa, ao sul da Cidade de Cingapura, para o histórico encontro com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un. A comitiva de Trump atravessou os portões do Capella Hotel às 21h13 (de Brasília, 8h13 hora local). Minutos depois, Kim Jong-un chegou ao hotel. O encontro está marcado para as 9h local.

    Horas antes, Donald Trump, rebateu via Twitter os críticos do encontro dele com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, chamando-os de "inimigos e perdedores".

    "O fato de eu estar tendo a reunião com Kim é uma grande perda para os EUA, dizem estes inimigos e perdedores. Mas nossos reféns estão de volta para casa e os testes nucleares foram interrompidos", escreveu o presidente americano, horas antes do início da cúpula com Kim. Trump disse ainda que os críticos não têm mais "nada o que dizer".

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    Após a cúpula com Kim, Trump deve gravar entrevista com o jornalista Sean Hannity, da Fox News. A entrevista deve ir ao ar às 22h de terça-feira. Segundo a emissora, o presidente vai falar sobre o encontro com o ditador e as futuras relações entre os dois países. (Com Associated Press)

    Kim Jong-un faz selfies e elogia Cingapura antes de encontro com Trump

    Horas antes de se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, percorreu a cidade-Estado de Cingapura, onde fez selfies com líderes norte-coreanos e atraiu multidões de espectadores confusos. A excursão de Kim durou aproximadamente duas horas na manhã de segunda-feira, com ele passeando por diversos pontos turísticos da orla marítima do país.

    Vestido com o habitual terno preto listrado, Kim foi recebido ao longo do caminho por espectadores e jornalistas que carregavam câmeras. Em um ponto, o líder norte-coreano sorriu e acenou para a multidão reunida em um dos locais percorridos por ele. A exposição pública em um país estrangeiro é incomum para Kim, cuja visita a Cingapura foi apenas sua quarta viagem fora da Coreia do Norte desde que ele assumiu o poder, no fim de 2011.

    O giro foi organizado às pressas na segunda-feira à tarde, depois que um grupo de autoridades norte-coreanas, incluindo o recém-nomeado ministro da Defesa examinou possíveis pontos turísticos, disse uma pessoa familiarizada com o assunto. Depois de passar a maior parte do dia no hotel, Kim saiu novamente à noite, acompanhado por diversos funcionários de Pyongyang, incluindo sua irmã, Kim Yo Jong.

    Viajando em uma grande carreata com forte escolta policial, Kim parou primeiro no Gardens by the Bay, um amplo parque de 250 acres na periferia do centro comercial de Cingapura. Enquanto passeavam pelo parque, dois ministros norte-coreanos fizeram selfies com Kim e postaram as fotos nas redes sociais. As selfies, no entanto, foram criticadas por alguns cingapurianos. "Quando vejo selfies como essas, estremeço um pouco. Por quê? Porque esse cara é um assassino e um ditador", escreveu o blogueiro Andrew Loh em redes sociais.

    Ao longo do percursos, a comitiva norte-coreana surpreendeu multidões de transeuntes. Joana Tullett, uma turista britânica, em sua primeira viagem a Cingapura com a família, estava em um banco próximo a um dos lugares visitado por Kim, que foi coberto por diversos jornalistas que esperavam um vislumbre do líder norte-coreano. Ela afirmou que teve que reorganizar sua acomodação no último minuto depois que o hotel o qual ela havia reservado, a Capella, disse na última terça-feira que não poderia mais acomodar hóspedes devido a um "grande evento". Descobri o motivo alguns dias depois", disse ela. O hotel é o palco para as conversas entre Trump e Kim.

    A segunda parada de Kim foi o cassino Marina Bay Sands, um marco da cidade desenvolvido por Sheldon Adelson, por US$ 5,5 bilhões, composto por três torres de hotéis com restaurantes, bares e uma piscina. Recebido por gritos de "Kim Jong-un" ao chegar, o líder norte-coreano acenou aos espectadores antes de pegar um elevador para o SkyPark, no 57º andar. O meio-irmão de Kim, Kim Jong Nam, costumava frequentar um restaurante japonês no local. Ele foi assassinado na Malásia no ano passado.

    O terceiro lugar visitado pelo norte-coreano foi a Jubilee Bridge, uma passagem que atravessa o Rio Cingapura, que foi inaugurada em 2015 para marcar o 50º aniversário da independência do país. Com dezenas de seguranças em volta, Kim andou pela metade da ponto com dois ministros norte-coreanos. Vivian Balakrishnan, a ministra de Relações Exteriores, tirou uma selfie com o líder norte-coreano.

    Henry Lee, um profissional de saúde, estava no trecho final de sua rotina de 16 quilômetros quando encontrou barricadas ao pé da ponte. Vestido com uma blusa branca e sem mangas, o cingapuriano de 30 anos correu por alguns minutos ao lado dos seguranças de Kim. Ele parou depois que alguns disseram que ele provavelmente não conseguiria continuar sua corrida. Ele, no entanto, viu o lado positivo do itinerário de Kim. "Acho que é uma coisa muito boa que Kim possa ver, em primeira mão, o que o desenvolvimento econômico, a paz e a estabilidade podem trazer às pessoas", disse Lee.

    De acordo com a mídia estatal de Pyongyang, Kim ofereceu um bom parecer sobre o local. "Ele disse que Cingapura é limpa e bonita e que todos os prédios são elegantes, acrescentando que aprenderá muito com o bom conhecimento e experiência de Cingapura em vários campos no futuro", disse a agência estatal KCNA. Em seguida, o líder norte-coreano fez um tour pelo porto da cidade-Estado, um dos mais movimentados do mundo. Depois, voltou ao hotel de luxo St. Regis por volta das 23h (horário local).