Fonte: OpenWeather

    Pressão


    EUA retomam sanções econômicas contra o Irã

    Presidente Donald Trump decidiu retirar seu país do acordo e impor pressão econômica e financeira sobre o regime iraniano do presidente iraniano, Hassan Rouhani

    Washington (EUA) - Nesta segunda (6), a Casa Branca restaurou as sanções econômicas contra o Irã, suspensas ao longo dos três anos de participação americana no Acordo Nuclear com Teerã, de 2015. A iniciativa deriva da decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar seu país do acordo e de impor pressão econômica e financeira sobre o regime iraniano.

    O governo americano alega que o acordo não foi suficiente para demolir o programa nuclear militar e o desenvolvimento de mísseis pelo Irã e tampouco abrange as “agressões regionais” de Teerã e seu apoio a grupos terroristas, conforme destacado no decreto assinado hoje por Trump.

    Em comunicado, Trump descreveu o acordo nuclear de 2015 como “horrível, apenas para um lado” e o criticou por ter “falhado em alcançar o objetivo fundamental de bloquear os caminhos para uma bomba atômica iraniana” e por ter “atirado um monte de dinheiro para ditaduras assassinas que continuam a espalhar o derramamento de sangue, a violência e o caos.”

    Segundo o presidente americano, o Irã agora está diante de uma escolha. “Mudar seu comportamento ameaçador e desestabilizador e se reintegrar à economia mundial ou continuar no caminho do isolamento econômico”, mencionou a nota. Trump resolveu não postar mensagens no Twitter sobre o tema até o momento.

    De acordo com o decreto presidencial, a partir de terça (7), começam a valer o bloqueio das propriedades nos Estados Unidos de empresas e pessoas – inclusive de nacionalidade americana – que tenham participado ou facilitado as operações de compra de títulos do Tesouro, dólares, certificados de ouro e de prata pelo governo do Irã.

    A partir de 5 de novembro, será adotada a segunda rodada de sanções, que abrangerão as pessoas e empresas que deram apoio material para o Banco Central iraniano e as estatais petroleiras National Iranian Oil Company (NIOC) e Naftiran Intertrade Company (Nico). As sanções recairão também sobre qualquer pessoa ou empresa que tenha contribuído com os setores de energia, navegação, construção naval, operação portuária e automotivo do Irã.

    Nesses casos, as empresas e pessoas envolvidas não poderão fazer negócios com empresas e cidadãos americanos. A medida implicará diretamente empresas europeias com negócios e investimentos em curso no Irã. Nos últimos meses, França, Alemanha e Reino Unido tentaram demover Trump a retirar os Estados Unidos do acordo e, depois, a evitar a adoção dessa segunda rodada de sanções. Não houve sucesso nas duas empreitadas.

    Leia mais

    Trump sondou Brasil sobre intervenção militar na Venezuela

    Convenção de Bolsonaro como candidato atrai de 'Robocop' a 'Trump'

    Maduro diz que vice-presidente dos EUA é 'cobra venenosa'