Polêmica


Advogado de policial diz George Floyd 'se matou'

O episódio causou indignação e gerou protestos antirracistas ao redor do mundo.

A declaração da defesa de Thomas Lane foi dada ao jornal "Los Angeles Times"
A declaração da defesa de Thomas Lane foi dada ao jornal "Los Angeles Times" | Foto: divulgação

O advogado de um dos quatro policiais acusados pelo envolvimento na morte de George Floyd, em Minneapolis, nos Estados Unidos, no dia 25 de maio, alegou que a vítima "se matou". Imagens de ângulos diversos mostram a cena em que o oficial Derek Chauvin se ajoelha no pescoço do homem por quase nove minutos, mesmo que ele dissesse não conseguir respirar várias vezes. O episódio causou indignação e gerou protestos antirracistas ao redor do mundo. Floyd foi abordado de forma violenta após ser acusado de ter usado uma nota falsa de US$ 20 num estabelecimento comercial.

A declaração da defesa de Thomas Lane foi dada ao jornal "Los Angeles Times" nesta quinta-feira, dia 20. Lane é um dos policiais acusados. Enquanto o colega pressionava o joelho em Floyd, ele e os demais não interferiram, e até mesmo afastaram as pessoas na rua que pediam que aquilo parasse. Assim como Chauvin, Lane também foi demitido, juntamente com Alexander Kueng e Tou Thao.

O advogado Earl Gray contestou a causa da morte de Floyd, alegando que o homem morreu devido a uma overdose de um "poderoso opioide fentanil", embora o laudo do legista tenha concluído que houve homicídio.

"Nenhum desses caras — mesmo Chauvin — realmente o matou", disse Gray. "Ele (Floyd) se matou".

Gray acrescentou que teve acesso a laudos de toxicologia que teriam encontrado fentanil e metanfetamina no corpo de Floyd. O advogado afirmou ainda ter observado uma "mancha branca na língua de Floyd" semelhante a "2 miligramas de fentanil, uma dose letal".