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    Fraude no Auxílio Emergencial


    Bonner revela que fraudadores usaram CPF de um de seus filhos

    O editor-chefe e apresentador do "Jornal Nacional", William Bonner, revelou nesta quinta-feira (21) que o nome e o CPF de um de seus filhos foram usados por estelionatários para receber o auxilio emergencial de R$ 600

    Bonner ressaltou que seu filho não havia pedido o benefício nem autorizado qualquer pessoa a fazer isso
    Bonner ressaltou que seu filho não havia pedido o benefício nem autorizado qualquer pessoa a fazer isso | Foto: Globo

    RIO - O editor-chefe e apresentador do "Jornal Nacional", William Bonner, revelou nesta quinta-feira (21) que o nome e o CPF de um de seus filhos foram usados por estelionatários para receber o auxilio emergencial de R$ 600, voltado para informais que ficaram sem renda por causa da pandemia.

    Em uma série de posts em uma rede social, ele conta ter sido procurado por um jornal, informando que seu filho estaria registrado no programa. Bonner ressaltou que seu filho não havia pedido o benefício nem autorizado qualquer pessoa a fazer isso. Após consultar o site da Dataprev, ele confirmou que realmente havia sido aprovado um pedido em nome de seu filho - um estudante de 22 anos.

    Bonner ressaltou que, "pelos critérios do programa de auxílio emergencial, alguém nas condições socioeconômicas" de seu filho não teria direito aos R$ 600. Por isso, afirmou, "quem quer que viesse a usar o nome, o CPF e dados pessoais dele deveria receber como resposta um "não". O pedido, no entanto, foi aceito pela Dataprev. 'Quantos foram vítimas de fraudadores?', diz Bonner

    O programa estabelece que, para receber o benefício, é preciso que a renda domiciliar (de toda a família) não seja superior a três salários mínimos (R$ 3.135). A Dataprev não usou a base de dependentes dos contribuintes que declaram Imposto de Renda para saber se o requerente é filho de alguém com renda maior.

    Segundo o editor-chefe do "JN", o fraudador provavelmente disse não ter conta bancária, a fim de ter acesso à conta digital da Caixa criada exclusivamente para esse fim. Isso impossibilita saber se o recurso foi depositado e sacado, disse Bonner.

    Ele contou que, há três anos, o nome e o CPF do filho têm sido usado por estelionatários em fraudes "como a abertura de empresas ou a contratação de serviços de TV por assinatura". Bonner disse que, assim como nos demais casos, vai apresentar queixa-crime.