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    Greve


    Greve dos Correios tem menos de 15% de adesão dos servidores

    Apenas oito dos 32 sindicatos nacionais paralisaram as atividades na segunda (12)

    O dado foi coletado nesta manhã (13), com base no sistema eletrônico de ponto da estatal. | Foto: Divulgação

    Manaus - O primeiro dia de greve dos funcionários dos Correios, na segunda (12), foi de baixa adesão. Segundo a empresa, 87,15% dos funcionários em todo o país trabalharam, o correspondente a 92.212 empregados. O dado foi coletado nesta manhã (13), com base no sistema eletrônico de ponto da estatal.

    Os Correios informaram que a greve foi concentrada na área de distribuição e todas as agências funcionaram, mesmo nas regiões que aderiram ao movimento. Já o secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios (Fentect), José Rivaldo da Silva, estima adesão de 25% dos funcionários.

    "Diante da gravidade do problema da empresa, achamos a adesão baixa", admitiu Silva. Segundo ele, a Fentect, que representa 80 mil de 108 mil empregados da estatal, trabalha para aumentar a adesão à greve. No entanto, de acordo com os Correios, depois da decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que autorizou a cobrança de mensalidade de funcionários e dependentes no plano de saúde, oito de 32 sindicatos que aderiram à paralisação de ontem decidiram retornar às atividades nesta terça.

    Leia também: Trabalhadores dos Correios entram em greve nesta segunda-feira (12)

    Quatro sindicatos não haviam aderido à paralisação. Os demais decidem hoje se continuam em greve. O TST determinou que o valor cobrado de mensalidade dependerá da renda do trabalhador. O tribunal também alterou as regras de coparticipação - parte do valor de consultas e procedimentos que o funcionário divide com a empresa em consultas e exames. Não poderá haver cobrança em internações. O tamanho da coparticipação depende da faixa de salário do funcionário.

    Entretanto, o desconto mensal não poderá passar de 5% do salário. Um funcionário que ganha R$ 2.500, por exemplo, pagará 2,5% do plano de saúde, ou R$ 62,50 por mês. Os filhos e cônjuges desse funcionário também pagarão porcentuais sobre essa mensalidade de R$ 62,50, de 35% e 60%, respectivamente. Quem ganha acima de R$ 20 mil, pagará 4,4% da mensalidade. 

    A estatal alega que os custos do plano de saúde representam 10% do faturamento, uma despesa de R$ 1,8 bilhão ao ano, incluindo o custeio do benefício a empregados, dependentes, cônjuges, pais e mães dos titulares. O Estado apurou que a estatal deve fechar 2017 com prejuízo entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,4 bilhões.

    O balanço financeiro ainda não foi divulgado mas, confirmado esses números, será o quinto ano seguido de resultados negativos. Para tentar reverter a crise, além de propor alterações no plano de saúde, a estatal fez plano de demissão dos funcionários (PDV) e fechou agências.

    A Fentect afirma que a greve também serve para protestar contra alterações no Plano de Cargos, Carreiras e Salários, a terceirização na área de tratamento, a privatização da empresa, extinção do diferencial de mercado e a redução do salário da área administrativa, entre outros pontos. 

    Alternativas

    Empresas de e-commerce e as de varejo, que contam com a opção de compra online buscam alternativas para não atrasar a entrega dos produtos. A Netshoes, por exemplo, realocou a expedição dos produtos para outros parceiros logísticos e notificou os clientes sobre possível aumento do prazo de entrega. A companhia ressaltou que tem trabalhado para reforçar seus parceiros logísticos para reduzir ao máximo este vínculo com os Correios, que tem participação de até 20% do total de remessas das lojas virtuais.

    Sem sofrer o impacto da greve, a operação de e-commerce da Via Varejo (responsável pelas marcas Casas Bahia, Pontofrio, Extra e Barateiro) informou que conta com 150 transportadoras terceirizadas.

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