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    Cotidiano


    Argentina processa três empresários envolvidos em corrupção na Fifa

    A ação da Justiça dos Estados Unidos e da Suíça contra a corrupção na Federação Internacional de Futebol (Fifa) já tem efeito em outros países.

    No Brasil, o Ministério da Justiça determinou a abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) para apurar eventuais crimes cometidas por dirigentes esportivos brasileiros e na Argentina, a Administração Federal de Recursos Públicos (Afip) denunciou três empresários esportivos por evasão tributária; associação ilícita fiscal e lavagem de dinheiro.

    A denúncia contra os empresários Alejandro Burzaco, Hugo Victor Jinkis e Mariano Alejo Jinkis foi apresentada nesta quinta-feira (28) e atinge duas empresas argentinas que operam com negócios esportivos, a ‘Torneos Y Competencias’ e a ‘Full Play’.

    Burzaco, Victor e Alejo estão entre os empresários investigados pela Justiça dos Estados Unidos, acusados de cobrar propina ao negociar o direito de transmissão dos jogos de campeonatos organizados pela Fifa e seus nomes constam da relação divulgada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

    Victor é dono da ‘Full Play’, empresa de marketing esportivo, e detém os direitos de transmissão para televisão das partidas da maioria das seleções da América do Sul e da Concacaf. Alejo é filho de Victor e vice-presidente da empresa. Já Burzaco é o principal administrador da ‘Torneos Y Competencias’.

    Além de denunciar, na Argentina, os três empresários já investigados nos Estados Unidos, a Afip também pediu às autoridades fiscais internacionais informações a respeito de sociedades comerciais e contas bancárias abertas em nome dos três no Panamá, Uruguai, Estados Unidos e Suíça. A Afip também solicitou à Justiça argentina que bloqueie os bens dos três empresários.

    Hoje, ao confirmar a denúncia contra Burzaco, Victor e Alejo em Paris, onde participava de uma reunião do Comitê de Assuntos Fiscais da Organização Para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (Ocde), o administrador federal de Recursos Públicos, Ricardo Echegaray, declarou que a Fifa também nunca colaborou com as autoridades argentinas para a transparência fiscal no futebol. Isso apesar de, em março deste ano, o presidente da federação internacional, o suíço Joseph Blatter, ter, segundo Echegaray, se comprometido a permitir que a Afip tivesse acesso aos registros de negociações de jogadores.

    “Em 30 de abril, devido à falta de colaboração, decidimos reiterar ao presidente [Blatter] nosso pedido. Apesar do compromisso assumido antes, não nos foi dada a possibilidade de acessarmos o Registro de Transferência de Jogadores”, afirmou Echegaray, destacando que a documentação solicitada permitiria que a Afip apurasse os verdadeiros valores de compra e venda de jogadores, com o que seria possível impedir a evasão fiscal e a lavagem de dinheiro.

    Conforme explicou o administrador federal, a Afip já há alguns anos vem implementando medidas legais para tornar as operações econômicas do futebol mais transparentes e evitar ganhos ilícitos por particulares. Entre essas medidas está a resolução que estabeleceu que, a partir de 1º de maio deste ano, os direitos econômicos sobre jogadores pertenceriam apenas a um clube ou ao próprio atleta. Desde então, a Afip diz investigar os empresários com o propósito de apurar a origem dos recursos com que estes negociavam os direitos econômicos do profissional.

    Além disso, em janeiro de 2013, uma nova resolução da Afip regulamentou a atividade dos empresários e representantes de atletas, tornando obrigatório o registro do contrato e, principalmente, permitindo que o órgão federal monitore as transferências de recursos entre as partes de uma negociação e possa bloquear o envio de dinheiro para o exterior sempre que a operação não for considerada transparente.

    Como o registro tornou mais fácil à Afip identificar a participação de terceiros – a chamada triangulação – nas negociações, foi possível identificar que alguns clubes uruguaios estão entre os principais agentes de triangulação.

    Por Agência Brasil

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