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    Cotidiano


    Simulacro de golpe assusta alunos em escola de La Plata

    A direção de uma escola pública argentina em La Plata, capital da província de Buenos Aires, fez na quarta-feira (16) um simulacro de um golpe de Estado sem avisar previamente alunos e professores.

    A iniciativa deixou alguns estudantes do ensino médio e professores em pânico, chorando no pátio interno do colégio.

    O objetivo da simulação foi relembrar o episódio conhecido como A Noite do Lápis.

    Há 39 anos, na noite de 16 de setembro de 1976, poucos meses após o golpe militar de 24 de março, que derrubou Isabelita Perón e instaurou a última ditadura militar no país, dez estudantes secundaristas foram sequestrados e mais tarde encontrados assassinados em La Plata.

    É um dos fatos mais conhecidos da ditadura argentina, já que muitas das vítimas tinham menos de 18 anos e foram torturados antes de serem mortos.

    Na quarta-feira, os alunos estavam nas salas de aula da Escola Normal 1 de La Plata (56 km ao sul de Buenos Aires), quando começaram a ouvir por alto-falantes a fala de uma atriz que imitava a voz de Cristina Kirchner.

    Em tom de angústia, a "presidente" anunciava que havia sido derrubada por um golpe e pedia ajuda.

    "A voz sussurrante da presidente dizia aos estudantes que eles eram o futuro da nação e que não podiam perder a esperança", disse a um canal local Fernando, um pai de aluno que não quis se identificar.

    "Foi para torná-los [os estudantes] conscientes do que foi A Noite do Lápis. Mas foi um erro, pois deixaram-nos muitíssimo assustados", disse uma mãe de estudante ao canal TN sem quere também se identificar.

    As autoridades disseram que estão investigando o que aconteceu na escola.

    "Fizeram-nos sair para o pátio e escutar uma voz que seria a da presidente", disse outra mãe.

    De acordo com os estudantes, o áudio "tinha gritos, confusão, e era tudo muito agressivo". Dizia até como os alunos deveriam passar a se vestir a partir de então.

    Alguns depoimentos de pais e alunos indicaram que a ideia foi concebida por uma vice-diretora que trabalha com teatro em conjunto com alunos do centro estudantil.

    "Existem alunos que nem sabem o que é um golpe de Estado, e brincam com isso", disse um estudante à rádio Red92.

    O governador da província de Buenos Aires é o governista Daniel Scioli, candidato presidencial mais bem posicionado nas pesquisas para as eleições de 25 de outubro.

    Por Folhapress

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