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    União Europeia irá liberar 10 milhões de euros para pesquisas sobre zika

    A pesquisa deve analisar cerca de 800 mães e bebês da Paraíba, com ou sem microcefalia - foto: divulgação
    A pesquisa deve analisar cerca de 800 mães e bebês da Paraíba, com ou sem microcefalia - foto: divulgação

    O embaixador da União Europeia no Brasil, João Gomes Cravinho, anunciou nesta terça-feira (16) a liberação de 10 milhões de euros para pesquisas sobre o vírus da zika.

    O anúncio ocorreu após reunião de embaixadores de países como Alemanha, Inglaterra, Espanha e Portugal com o ministro da Saúde, Marcelo Castro, em Brasília.

    Segundo Cravinho, será lançado um edital no dia 15 de março para seleção de projetos e institutos de pesquisa que devem receber os recursos. Após a inscrição, a expectativa é que a escolha dos projetos ocorra em até um mês.

    "A comunidade internacional ainda tem muitas incertezas sobre a zika", afirma. "Temos o dever de apoiar o Brasil nesta luta", disse.

    No encontro, o ministro da Saúde apresentou dados sobre o avanço de casos de microcefalia e ações recentes de combate ao mosquito Aedes aegypti e das doenças transmitidas por ele.

    Entre as medidas, está a realização de uma pesquisa, em parceria com o governo da Paraíba e 17 técnicos do CDC (Centro de Controle de Doenças), dos Estados Unidos, para avaliar a relação entre os casos recentes de microcefalia e infecções pelo vírus da zika.

    A pesquisa deve analisar cerca de 800 mães e bebês da Paraíba, com ou sem microcefalia. Serão feitas entrevistas e coletadas amostras de sangue para exames de diagnóstico de infecções pelo vírus da zika e outras doenças, como citomegalovírus e toxoplasmose.

    O estudo visa avaliar a prevalência de casos e possíveis fatores que podem estar associados ao problema. Para cada caso com microcefalia avaliado, serão analisados outros três sem o problema, o que permitirá a comparação dos dados entre grupos onde houve e onde não houve a ocorrência de microcefalia.

    Até a última semana, 462 casos de recém-nascidos com microcefalia e outras más-formações do sistema nervoso já haviam sido confirmados no país. Destes, 41 tiveram resultado positivo para o vírus da zika em exames. Os demais ainda estão em análise ou não tiveram os dados divulgados.

    Olimpíadas
    No encontro, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, também voltou a minimizar possíveis impactos do vírus da zika na realização da Olimpíada neste ano no Rio de Janeiro. "A Olimpíada não terá nenhuma dificuldade para ser realizada", disse.

    Para Castro, o mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, vírus da zika e chikungunya, deve ter infestação reduzida em agosto, período da realização dos jogos.

    "Ele [Aedes aegypti] tem comportamento sazonal. Ele tem um pico de grande população no começo do verão. Em abril atinge a população máxima. Em junho, o nível é basal, em agosto reduz muito a população de Aedes aegypti, o que diminui enormemente a possibilidade da pessoa ser acometida por uma dessas viroses", diz.

    Por Folhapress

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