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    Cotidiano


    Maduro diz que EUA estão desesperados por golpe de Estado na Venezuela

    O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusou os Estados Unidos de estarem "desesperados" para avançar com um golpe de Estado contra o seu governo e de usarem a imprensa norte-americana para pedir uma intervenção estrangeira na Venezuela.

    "Que razões tem esse império decadente e imoral para que um dos jornais que sempre tem servido como impulsionador de golpes de Estado hoje apele a uma intervenção na Venezuela?", disse Maduro em Caracas, nessa quarta-feira (13), nas cerimônias de celebração do Dia Nacional da Milícia Bolivariana. Ele comentou o editorial publicado ontem pelo jornal The Washington Post, que insistia na necessidade de uma intervenção política estrangeira na Venezuela.

    "Condeno e refuto todas as ameaças que se fazem desde Washington contra a Venezuela", afirmou Maduro. Ele pediu às Forças Armadas para analisar e atualizar todos os planos de defesa nacional.

    Segundo o presidente, Washington organiza uma conspiração golpista para acabar com o governo revolucionário e com a pátria venezuelana. "Está em marcha. Há uma conspiração golpista dirigida desde Washington", acrescentou.

    Maduro considerou que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, "revelou as suas verdadeiras intenções" ao pedir a substituição do governo venezuelano.

    "Pela primeira vez, um presidente dos EUA, em tempo de revolução, pede publicamente a 'substituição imediata' do governo constitucional e legítimo da Venezuela", disse, chamando os venezuelanos a "levantar a voz da dignidade e a condenar a ingerência golpista do governo dos Estados Unidos em assuntos que dizem respeito só aos venezuelanos".

    O editorial publicado pelo The Washington Post insiste que a Venezuela precisa de uma intervenção política estrangeira de forma a preservar a democracia na região.

    "A Venezuela precisa desesperadamente de intervenção política dos [países] vizinhos, que têm um mecanismo pronto na Organização dos Estados Americanos, a Carta Democrática Interamericana - tratado que prevê ação coletiva quando um regime viola as normas constitucionais", diz o jornal.

    Segundo o Washington Post, "os líderes da região estão distraídos", o "Brasil sofre a sua própria crise política, enquanto a administração de Obama está preocupada com Cuba. Enquanto a Casa Branca corteja os Castro, eles usam o seu controle sobre as forças de segurança e informações da Venezuela e ajudam, há muito tempo, Maduro a fomentar táticas 'kamikazes'. É provável que uma explosão não esteja longe".

    Por Agência Brasil

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