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    Cotidiano


    Corte indiana aceita denúncia contra Nobel da Paz por assédio sexual

    Pachauri foi denunciado há um ano por uma funcionária quando dirigia o Instituto de Energia e Recursos (TERI), em Nova Déli - foto: divulgação
    Pachauri foi denunciado há um ano por uma funcionária quando dirigia o Instituto de Energia e Recursos (TERI), em Nova Déli - foto: divulgação

    Uma corte indiana admitiu o processo contra o cientista e Nobel da Paz Rajendra Kumar Pachauri, 75, ex-chefe do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU. Ele vai ser julgado por assédio sexual.

    Neste sábado (14), a juíza Shivani Chauhan, de Nova Déli, afirmou que o "tribunal possui suficiente material para processar Pachauri", acusado de assédio sexual, perseguição e intimidação de uma ex-funcionária.

    Ele deverá se apresentar perante o Tribunal em 11 de julho, declarou a magistrada, segundo a agência de notícias indiana "PTI".

    "Existem alegações contra o acusado de que ele realizou observações de cunho sexual à litigante em várias ocasiões, tocou-a de maneira inadequada, apesar de claros gestos de desaprovação, e lhe enviou mensagens inapropriadas", afirmou a juíza.

    Uma segunda funcionária do TERI o denunciou recentemente pelo mesmo motivo.

    Pachauri nega as acusações mas, após as denúncias, renunciou a presidência do IPCC.

    Em 2007, quando estava na chefia do órgão, ele recebeu, junto ao ex-vice-presidente dos EUA Al Gore, o Nobel da Paz por seus esforços em promover um maior conhecimento sobre a mudança climática.

    O cientista deixou o cargo de diretor do centro em julho do ano passado, do qual estava à frente desde 1982. Em fevereiro, ele se reincorporou ao TERI como vice-presidente executivo, renunciando dois meses mais tarde.

    Por Folhapress