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    Cotidiano


    Argentina tem hoje ao menos 100 atos pelo fim da violência contra a mulher

    Pelo menos 100 lugares na Argentina fazem, nesta sexta-feira (3), mobilizações com o tema Ni Una a Menos (Nem Uma a Menos em tradução livre). O ato principal será em frente ao Congresso Nacional argentino e pretende reunir uma multidão, como ocorreu na primeira marcha, no ano passado.

    O convite formal para as manifestações foi feito hoje, em coletiva de imprensa organizada por vítimas da violência de gênero e familiares de mulheres vítimas de feminicídios.

    Em uma sala na Câmara dos Deputados argentina, onde ocorreu a coletiva, as mães, irmãs e amigas de Barbara Toledo, Laura Iglesias, Judith Gimenez e Suhene Carvalhae seguravam fotos delas, todas assassinadas.

    Nora Cortiñas e outras Mães da Praça de Maio ocuparam um lugar central na reunião com famílias e vítimas de violência, membros do coletivo Nem Uma a Menos, deputadas e dirigentes de organizações sociais.

    “Voltamos a marchar, motivadas pelas centenas de milhares de pessoas sensibilizadas que saíram às ruas no ano passado”, disse a jornalista e escritora Florencia Abbate, do coletivo Nem Uma a Menos.

    Florencia leu um documento e lembrou que a titular do Conselho Nacional de Mulheres, Fabiana Tuñez, confirmou que em julho vai apresentar um Plano Nacional de Ação para a Prevenção, Assitência e Erradicação da Violência contra as Mulheres.

    O plano está contemplado na Lei 26.485, sancionada em 2009, para articular políticas públicaas relacionadas a esta violação de direitos.

    "Exortamos aos deputados e deputadas que apoiem o plano e solicitamos que se implemente apoio legal gratuito para as vítimas de violência de gênero, que é lei do Congresso”, disseram as organizadoras.

    Também reiteraram o pedido para que se anule a sentença que condenou a jovem Belém a oito anos de prisão por homicídio, depois da jovem ter sofrido um aborto espontâneo, em 2014, em um hospital tucumano. As mulheres também pediram ao Congresso que regulamentem a interrupção voluntária da gestação.

    Por Agência Brasil

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