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    Cotidiano


    Após Brexit, secretário de Estado dos EUA pede tranquilidade ao mercado

    O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, encontrou-se hoje (27), em Bruxelas, na Bélgica, com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, com o objetivo de discutir uma solução para a crise política decorrente da saída do Reino Unido da União Europeia.

    “Ninguém deve perder a cabeça”, disse Kerry, ao falar sobre a instabilidade política e econômica provocada pela decisão dos britânicos que, em referendo na última quinta-feira (23), votaram pela saída do Reino Unido do bloco. O secretário de Estado deve ter um encontro ainda hoje com o primeiro-ministro britânico David Cameron. Em Bruxelas, Kerry reuniu-se também com a chefe de política externa da União Europeia, Frederica Mogherini.

    A viagem do secretário de Estado dos Estados Unidos tinha inicialmente a meta de discutir a programação de temas da cúpula da Otan, que ocorrerá nos dias 8 e 9, de julho, em Bruxelas. Agora, depois do referendo britânico, a cúpula ganhou um novo significado para os países membros da Otan, que reúne, entre outros integrantes, 22 países da União Europeia.

    Em entrevista a jornalistas, o secretário-geral Stoltenberg, disse que "depois que o Reino Unido decidiu abandonar a União Europeia, a Otan tornou-se não só uma plataforma ainda mais importante para a cooperação entre Europa e América do Norte, como também um mecanismo de defesa e de segurança entre os aliados europeus".

    O resultado do referendo provocou, na sexta-feira, a desvalorização de 10% da libra esterlina – a moeda britânica – e a maior queda das bolsas de valores europeias em um período de cinco anos.

    Hoje, o mercado financeiro mundial continou instável, apesar dos esforços dos líderes europeus para acabar com a incerteza política e econômica desencadeada pelo referendo britânico.

    O ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, disse que a economia britânica é forte o suficiente para lidar com a volatilidade causada pelo referendo.

    Por Agência Brasil