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    Cotidiano


    Agentes norte-coreanos planejaram morte de Kim Jong-nam, diz Seul

    A agência de inteligência da Coreia do Sul afirma que quatro dos oito norte-coreanos suspeitos de ligação com a morte de Kim Jong-nam são funcionários do regime comunista, informaram nesta segunda-feira (27) legisladores do país vizinho.

    O primogênito de Kim Jong-il (1942-2011) e meio-irmão do atual ditador, Kim Jong-un, morreu em 13 de fevereiro depois de ser atacado no aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia, com gás VX, uma arma química de destruição em massa.

    Até o momento, a polícia malasiana prendeu um deles. As forças de segurança consideram que os demais tenham fugido do país ou estejam escondidos na embaixada em Kuala Lumpur, que tem imunidade diplomática.

    Segundo o deputado Lee Cheol-woo, os agentes de inteligência sul-coreanos consideram que quatro suspeitos são do Ministério de Segurança e dois da Chancelaria. Isso faz com que a morte seja considerada terrorismo de Estado, em sua opinião.

    Outro legislador que participou da mesma reunião, Kim Byung-kee disse que os norte-coreanos se dividiram em três equipes: duas recrutaram no Vietnã e na Indonésia as duas mulheres que atacaram Kim Jong-nam na Malásia.
    O terceiro time era para apoio em Kuala Lumpur. Deste participariam o diplomata Hyon Kwan-Song, da embaixada na capital malasiana, Kim Uk-il, funcionário da companhia aérea Air Koryo, e Ri Jong-chol, o único preso.

    No domingo (26), o Ministério da Saúde da Malásia afirmou que Kim Jong-nam morreu, no máximo, 20 minutos depois de ter sido atacado com o gás VX. Ele estava no aeroporto para pegar um voo para Macau, onde morava com a família.

    As duas agressoras -a indonésia Siti Aisyah e a vietnamita Doan Thi Huong- estão presas e disseram à polícia que acreditavam estar participando de uma pegadinha de televisão.

    A Coreia do Norte ainda não comentou sobre as acusações de uso de gás VX. Na quinta (23), o país comunista acusou a Malásia de conspirar com os sul-coreanos e de fazer uma investigação politizada do assassinato.

    Também exigiram que o corpo fosse levado a Pyongyang para a autópsia, embora não tenham reconhecido se tratar do irmão do ditador.

    Folhapress