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    Cotidiano


    Casa Branca diz não ver paz na Síria sob Assad

    Presidente Donald Trump conversa com o assessor de segurança nacional - Shealah Craighead/Casa Branca

    O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, declarou nesta segunda (10) que "não imagina uma Síria estável e pacífica com Bashar al-Assad no poder" e que os EUA "estão abertos" a promover novas ações militares contra Damasco.

    A declaração é a primeira de Spicer desde o ataque aéreo americano contra uma base aérea síria na madrugada de sexta (noite de quinta, 6, em Brasília) e corrobora a posição da embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley.

    Com isso, a estratégia de Washington fica um pouco mais clara, já que antes o secretário de Estado, Rex Tillerson, afirmara que a prioridade dos EUA no país não era o fim do regime de Assad e sim o combate ao Estado Islâmico.

    Pesquisa divulgada nesta segunda pelo instituto Gallup mostra que 50% dos americanos apoiam a ação, e 41% a reprovam.

    A aprovação é a segunda pior registrada logo após uma ação militar dos EUA em 24 anos (contra a Líbia, era de 47%). A polarização fica clara: entre os republicanos a aprovação é de 82%, contra 33% entre os democratas. A pesquisa ouviu 1.015 adultos nos dias 7 e 8 e tem margem de erro de quatro pontos a mais ou a menos.

    Imagem de avaliação de danos de batalha de Shayrat Airfield, Syria - Marinha dos EUA

    A decisão dos EUA de atacar o governo Assad -a primeira ação militar do país contra o regime sírio desde o início da guerra, em 2011- foi tomada após um ataque com gás matar ao menos 80 pessoas em Khan Shaykhun no dia 4.

    Washington acusa Damasco de ser o autor do ataque com armas químicas, o que o regime nega.

    Desde a ação de sexta, porém, assessores de Trump haviam dado declarações contraditórias sobre a posição dos EUA em relação ao ditador sírio.

    Tillerson, que se reuniu nesta segunda com seus colegas do G7, será recebido na quarta (12) por Sergei Lavrov em Moscou. A Síria, que dominou o debate do grupo de potências, deve monopolizar o encontro dos dois chanceleres.

    Folhapress

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