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    Dia Mundial da Voz


    Conheça profissionais que usam a voz como instrumento de trabalho

    O 'Dia Mundial da Voz' foi criado para chamar a atenção da população para a saúde vocal

    A voz é um recurso corporal que precisa de atenção e cuidados diários. | Foto: Malika

    Manaus — Instrumento de emoção e, para alguns, de trabalho. A voz está presente no nosso dia a dia de forma tão imprescindível que muitos esquecem que, como tudo no corpo humano, está passível de cuidados. Com o objetivo de difundir e chamar a atenção da população para a saúde vocal, foi criado o Dia Mundial da Voz, comemorado nesta segunda-feira (16).

    Não apenas profissionais que utilizam a voz diariamente como ferramenta de trabalho precisam se atentar à saúde vocal. A maior parte da população não conhece as consequências que pequenos atos podem afetar negativamente o aparelho vocal.

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    O dia a dia da amazonense Dhijana Nobre gira em torno de sua voz: além de solista do Festival Amazonas de Ópera, ela atua como professora de canto, preparadora vocal e fonoaudióloga, especializada em voz. "É um dia muito importante para trabalhar e aconselhar as pessoas sobre a higiene e saúde do nosso instrumento vocal", destaca ela. "É um aparelho delicado e temos que fazer o máximo de esforço para mantê-lo bem. Uma hora a velhice vai chegar e a voz vai sofrer alterações, então é melhor cuidarmos dela o quanto antes".

    A especialista desta que, assim como qualquer músculo humano, a voz também está passível de lesões. Ela compara o uso da voz como qualquer atividade exercida por um atleta. "É preciso um aquecimento antes. A voz precisa ser alongada, hidratada e, para um bom desempenho, é preciso também dormir e se alimentar bem", afirma Dhijana. 

    Algumas ações simples são bem importantes para a manutenção da voz. A fonoaudióloga recomenda o alongamento dos músculos nas regiões adjacentes ao aparelho vocal, como o pescoço, ombros e costelas. "Quando realizar atividades em que a voz é muito utilizada, é fundamental manter um garrafa d'água por perto e evitar bebidas alcoólicas, balas de menta e sprays, que dão alívio momentâneo na voz, mas não ajudam de fato".

    Assim como Dhijana, a voz faz parte da identidade do radialista Daniel Lobinho, locutor da Rádio Nativa. Ele conta que começou sua carreira trabalhando na antiga Rádio Tarumã, mas como programador, e descobriu o talento da voz por acaso. "Um dia queriam fazer uma promoção em que o ouvinte ligava para a rádio e cantava uma música", conta ele. "Quando fui montar o comercial, gravei eu mesmo cantando e, desde então, não saí do ar".

    Para o radialista, a voz é uma ferramenta de trabalho e possui grande importância no que diz respeito à transmissão dos fatos. "Uma das coisas mais legais é passar a informação para o ouvinte e fazer com que ele entenda contextualizando tudo usando apenas a voz", afirma Lobinho. "A rádio ainda possui aquela magia da voz, nós temos que fazer com que a pessoa do outro lado atice a sua imaginação para que ela entenda todos os fatos".

    Para quem tem a voz transmitida para toda a capital amazonense, ela acaba sendo mais reconhecida do que as feições de quem a possui. Lobinho conta que, muitas vezes, já foi reconhecido pela sua voz. "Em filas, restaurantes, qualquer lugar. Basta eu atender o telefone e alguém me para para perguntar se eu sou o Lobinho da Rádio Nativa", conta o locutor. "Mais do que muitos imaginam, a voz é nossa identidade, faz parte de quem a gente é".

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