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    Cultura


    Praça 14 faz 127 anos com lançamento de selo, queima de fogos e muito samba

    O selo é uma homenagem dos Correios ao Quilombo dos Palmares – foto: Divulgação
     
     
     
    “Bate, bate, batuqueiro, que o samba na 14 é de janeiro a janeiro”. A letra de um antigo samba-enredo traduz muito bem o clima sempre presente de um dos berços do samba amazonense, a Praça 14 de Janeiro, que completará 127 anos, na próxima segunda-feira (14).
    Na festa de aniversário deste ano, além da já tradicional rodada de samba com compositores locais que defendem as cores verde e rosa, da escola de samba Vitória Régia, a organização da festa promete uma queima de fogos, seguida de uma degustação de um bolo de quase dois metros e meio que será servido a todos da comunidade.
    Segundo o presidente da Vitória Régia, Alexandre Marques, as comemorações começam já nesta sexta (11), a partir das 21h, e só terminam no dia 14, no entorno da quadra da escola de samba.
    “Haverá muita música, alegria e gente bonita reunida. Dentro da quadra acontecerão shows com bandas de forró, enquanto do lado de fora teremos o sambista Júnior Rodrigues, os grupos Embala Samba e Azaração & Curtição, além é claro da bateria da nossa Verde e Rosa”, afirmou Marques.
    Selo comemorativoSimultaneamente aos festejos de aniversário do bairro Praça 14, os Correios em parceria com o Consulado Geral da Venezuela, sociedades representativas das mulheres negras e ameríndias e a coordenação regional da Marcha Mundial de Mulheres lançam neste domingo (13), às 21h, em frente à quadra da Vitória Régia, um selo comemorativo pelos 121 anos do Quilombo dos Palmares.
    A Praça 14 é tradicional por manter vivas suas raízes, como as tradicionais festas da cultura negra e a presença das mulheres ‘rezadeiras’ descendentes de maranhenses que atuam até hoje.
    O objetivo do lançamento do selo em Manaus é dar visibilidade à cultura negra no Amazonas, tornando essa data um marco para a próxima década, que será de combate ao racismo. O projeto se concretiza a partir de uma parceria entre Correios.
    Dentre as várias manifestações de resistência durante o período de escravidão no Brasil, os quilombos, também conhecidos como mocambos, funcionavam como comunidades de negros fugidos que conseguiam escapar do controle de seus proprietários.
    Um dos quilombos mais conhecidos da história brasileira foi Palmares, instalado na serra da Barriga, atual região de Alagoas. Com o passar do tempo, Palmares se transformou em uma espécie de confederação, que abrigava os vários quilombos que existiam naquela localidade.
    Seu crescimento ocorreu principalmente entre as décadas de 1630 e 1650, quando a invasão dos holandeses prejudicou o controle sobre a população escrava.