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    Cultura


    Morre cineasta japonês Seijun Suzuki

    O célebre diretor de cinema japonês Seijun Suzuki, uma grande influência para cineastas como Quentin Tarantino e Damien Chazelle, morreu no dia 13 de fevereiro aos 93 anos. A produtora Nikkatsu anunciou a morte do diretor nesta quarta (22).

    Seijun Suzuki morreu em consequência de uma doença pulmonar, informou a empresa em comunicado no qual expressa sua "profunda gratidão" ao cineasta. "Sua obra teve uma grande influência nos cinéfilos e diretores em todo o mundo", destacou a Nikkatsu.

    Após o início da carreira em 1956, Seijun Suzuki dirigiu durante 12 anos filmes para o estúdio Nikkatsu, com um estilo único que seus fãs chamavam de "Seijun bigaku" (estética de Seijun).

    No entanto, de acordo com a editora Kinema-Junposha, que publica livros e revistas de cinema, Suzuki foi demitido em 1968 por seu chefe, que chamou suas obras de "incompreensíveis" após a estreia de "A Marca do Assassino".

    A questão acabou na justiça e o diretor parou de trabalhar durante uma década.

    Durante entrevista em 1997, Suzuki afirmou a revista Les Cahiers du Cinéma que tinha "um gosto imoderado pela provocação". "Batalhas, prostitutas e marginalizados contrários às convenções e ao bom gosto" protagonizam seus filmes.

    Ele voltou ao cinema em 1977, mas o seu grande retorno aconteceu em 1980 com "Tsigoineruwaizen", premiado no Festival de Berlim com a menção honrosa.

    Seu último filme, "Operetta tanuki goten", foi exibido fora de concurso em Cannes em 2005. O longa-metragem, uma fantasia surpreendente, é protagonizada pela famosa atriz chinesa Zhang Ziyi.

    Sua maestria foi reconhecida por grandes cineastas, de Quentin Tarantino a Jim Jarmusch, passando por Wong Kar-Wai e Takeshi Kitano.

    Damien Chazelle elogiou o diretor há algumas semanas, durante uma visita a Tóquio para promover o musical "La La Land".

    "Acredito que peguei algo de 'Tóquio Violenta' e de todo seu tipo de filmes", declarou Chazelle a respeito do filme de Suzuki de 1960.

    "É uma espécie de homenagem oculta", disse, antes de citar a amplitude dos planos e as cores de pop-art que, segundo ele, "parecem um musical, mas com armas".

    Folhapress