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    Cultura


    O Terno faz show em Manaus durante festival

    Trio formado pelos paulistanos Tim Bernardes (guitarra e voz), Guilherme d’Almeida (baixo) e Biel Basile (bateria), a banda O Terno desembarca em Manaus e se apresenta pela primeira vez na cidade neste sábado, dia 8 de abril, às 20h, durante o festival “Noites do Norte”. O repertório do show é baseado no novo álbum da banda, “Melhor Do Que Parece” e também inclui sucessos anteriores.

    Eleito pelo jornal O Estado de São Paulo o melhor disco de 2016, “Melhor Do Que Parece” é o terceiro disco autoral do trio, lançado em agosto. No mesmo ano, o grupo se apresentou pela Europa, onde tocou no festival de Barcelona, o Primavera Sound, além de ter ganhado o Prêmio Multishow de melhor clipe com “Ai, Ai, Como Eu Me Iludo”. O Terno parece expandir ainda mais suas fronteiras musicais e esse disco é prova disso. Com uma espécie de otimismo filosófico diante da atualidade digital, passageira e acelerada do sujeito contemporâneo, o repertório conta com composições do vocalista e o estilo do grupo mescla pop e experimental. EM TEMPO conversou com a banda com exclusividade:

    Trio mescla música pop e experimental

    EM TEMPO: Como vocês veem esses festivais alternativos em cidades como Manaus, longe dos grandes centros do Brasil?

    O Terno: Um festival feito de uma maneira bacana como esse, é o que transforma a tradição do lugar no decorrer de suas edições. Manaus, assim como inúmeras cidades do Brasil, tem completa condição de receber festivais, principalmente na rua, como é o caso. Existe público, existem bandas e existe vontade. O desafio tem sido viabilizar a infraestrutura. Quando tem uma iniciativa como essa acontecendo, a gente torce muito para que dê certo. Vida longa ao “Noites
    do Norte!”.

    EM TEMPO: Vocês são uma banda que não tem medo de inovar na música. Mas afinal, como vocês se definem no meio musical?

    O Terno: Se definir sempre é uma questão difícil quando buscamos um rótulo que não deixe de fora nenhuma das formas que queremos ser. Acho que somos um poderoso trio de música brasileira. Tenho percebido que quanto mais procurarmos nos definir pela parte exata e objetiva das características estruturais da banda e menos pelos estilos musicais, menos coisas ficam de fora.

    EM TEMPO: Como vocês recebem as críticas sobre o trabalho da banda?

    O Terno: Não necessariamente uma crítica positiva é consenso entre nós. Crítica é a visão de uma pessoa, é um ponto de vista. Às vezes alguém pode gostar muito do nosso trabalho por alguma relação boa para ela, mas que não necessariamente é para a gente. Também pode acontecer de alguém apontar uma falha que a gente também veja e concorde que é algo a ser aprimorado. De maneira geral, é sempre bom ouvir como nosso som chega às pessoas. E a crítica, quando bem fundada, é sempre bem-vinda.

    EM TEMPO: Quais os planos agora para segundo semestre de 2017?

    O Terno: Fazer mais shows com metais pode ser uma boa meta.

    Bruna Chagas

    EM TEMPO