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    Cultura


    Arlindo Júnior celebra nova fase da carreira

               Arlindo Júnior é um dos representantes do folclore popular - Divulgação

    Vencer batalhas na luta contra o câncer é um desafio constante para quem lida com a doença e, para o ex-apresentador e levantador de toadas do boi Caprichoso, Arlindo Júnior, não é diferente. Prestes a completar sete meses de tratamento, no início deste mês ele esteve em São Paulo e recebeu a notícia de que o câncer “tinha reduzido bastante, muito mais que o esperado” e, por isso, há motivos de sobra para celebrar a vida. Seu aniversário será comemorado no próximo sábado (20).

    Carinhosamente conhecido pelo público como “Pop da Selva”, Arlindo vai fazer uma festa exclusiva para 1.800 pessoas no Clube do Trabalhador – Sesi, no Aleixo, a partir das 21h, para comemorar 49 anos de idade.

    “A notícia surpreendeu a todos, inclusive meu médico. Ele me disse que estou a cada dia melhor. É a força de Deus e a nossa fé. Nada melhor do que celebrar a vida rodeado de amigos”, falou Arlindo, agradecendo o carinho que sempre recebe dos fãs por meio das redes sociais. “Vou continuar lutando pela vida”, completa.

    Arlindo é um dos principais nomes do Festival Folclórico de Parintins e, mesmo não defendendo nenhum item, segue arrastando um grande público para os seus shows. Para o do seu aniversário, em especial, além dos convidados que vai receber para dividir o palco, o “Pop” está preparando um repertório que “ultrapassa os muros” das toadas.

    “É bom preparar o espírito porque terão músicas que tocarão o coração. Vai ser emocionante para todo mundo, até para mim”, disse o aniversariante, citando “Raridade”, uma música gospel, do cantor Anderson Freire, que vai estar no repertório do show comemorativo e vai contar com as participações de Felipe Jr, Klinger Araújo, Vanessa Alfaia e Israel Paulain.

    O ex-levantador de toadas oficial do Caprichoso faz 49 anos e diz ter motivos de sobra para celebrar a vida

    Segundo Arlindo, a procura pelos ingressos tem sido “muito boa”. As camisas que dão acesso ao setor comum da festa – área VIP já está esgotada – podem ser encontradas nas lojas Ravanelli e England; no escritório do cantor, o Amazon Arts, localizado na Torquato Tapajós, e no Sesi. Outras informações podem ser adquiridas por meio do telefone (92) 9 9307-0809.

    O cantor também revelou que toda a cenografia, desde à entrada, faz referência à suntuosa floresta amazônica.

    Trajetória artística

    Manauense, Arlindo contou ao EM TEMPO que, em 1988 foi acompanhar um amigo que iria cantar na cidade de Parintins e acabou se encantando pelo local e por lá permaneceu. No ano seguinte, foi convidado para ser o levantador oficial do Caprichoso, permanecendo até o ano de 1999.

    O ano de 1997, por exemplo, é um dos que se tornaram inesquecíveis para os amantes do festival, em especial para os torcedores azulados. Neste ano, o Caprichoso ergueu uma imensa catedral verde no bumbódromo, retratando o simbolismo de criaturas fantásticas e a necessidade de proteger a cultura e a floresta. Por causa de alguns problemas técnicos, a alegoria não produziu o efeito visual esperado, o “Pop da Selva” chamou a responsabilidade para si e, em um solo incrível, arrebatou a galera azulada ao conduzir o espetáculo, entoando a canção “Amazônia, Catedral Verde”.

    Imagem de um dos primeiros CDs do “Pop da Selva”

    Vale ressaltar que nos anos de 1998 e 1999, Arlindo defendeu dois itens ao mesmo tempo – apresentador e levantador. A partir do ano 2000, o “Pop” ficou responsável apenas pela apresentação do enredo do bumbá na arena, sendo substituído por Júnior Paulain em 2005.

    No ano de 2014, quando o Caprichoso defendeu o tema “Amazônia Tawapayera”, Arlindo foi convidado para conduzir a apresentação do bumbá no lugar de Paulain.

    Hoje, o “Pop da Selva” não faz parte do quadro oficial de itens do Caprichoso, mas sempre está entre os artistas convidados para shows do boi, seja em Parintins – onde participou da gravação do DVD “A poética do imaginário caboclo”, este ano, no Zeca Xibelão – ou em Manaus.

    Rosianne Couto
    EM TEMPo