Fonte: OpenWeather

    Cultura


    Aparecida realiza o 1º Festival Folclórico Soberano, neste fim de semana

    A Aparecida se mistura muito com o folclore. O bairro mesmo já foi berço de danças tradicionais, que desapareceram com o tempo - Divulgação

    Nem só de samba vive a Mocidade Independente de Aparecida. Muito pelo contrário, a escola sabe a hora do samba e a hora do folclore. Tanto que, neste fim de semana, a partir desta sexta-feira (14), a quadra da escola, localizada na Rua Ramos Ferreira, bairro Aparecida, Zona Sul de Manaus, vai receber 24 danças folclóricas de Manaus, entre quadrilhas tradicionais, cômicas, danças gaúchas, danças internacionais e uma quadrilha. A maioria delas concorre em quatro categorias, a Melhor Dança do Festival, e parte é participante do evento convidada.

    Conforme o presidente da Aparecida, jornalista Saulo Borges, a gestão atual da escola de samba tinha o festival como proposta de campanha. “Como assumimos a escola em março de 2016, não tivemos tempo de fazer o primeiro festival em junho ou julho e fazer em agosto seria fazer mais um festival da cidade muito fora de época, então, fizemos apenas um arraial, com as danças se apresentando, e agora tivemos mais tempo e estamos fazendo o festival. Um pontapé na direção daquilo que sonhamos fazer”, afirma o presidente.

    Leia também: Aparecida faz homenagem à Rainha do Brasil e busca pentacampeonato

    A Aparecida se mistura muito com o folclore. O bairro mesmo já foi berço de danças tradicionais, que desapareceram com o tempo. O boi Curinga, danças de pássaros, o Cordão das Lavadeiras, muitas foram as manifestações culturais populares que o bairro foi berço e que desapareceram com o tempo. “Fazer o festival, então, é resgatar este espírito do bairro e dar, ainda, para aqueles que amam essas danças, essas festas, essas manifestações, que se doam por elas, doam seu tempo, que trabalham e vivem às custas delas, mais um palco, um palco de valor, dentro do que eles merecem, um prêmio a mais para eles”, declara Saulo Borges.

    A frente da organização do Festival, está o vice-presidente da escola, Fabrício Nascimento, que é, ainda, diretor de eventos da Aparecida, e que coordena os trabalhos de organização, junto de vários diretores da escola de samba, da própria diretoria de eventos de outras mais, como a social, e a comissão de carnaval da escola. Conforme Fabrício, a porteira do grande terreiro que se tornará a quadra da Aparecida, está aberta, a entrada é franca. “Venderemos mesas no valor de 20 reais, por noite. Mas se o grupo quiser mesa para as três noites faremos a promoção de 50 reais, as três noites”, revela Nascimento.

    O evento será realizado na quadra da Mocidade Independente da Aparecida - Foto Divulgação

    Festival acirrado

    A partir de sexta danças se apresentarão na quadra da Aparecida e parte delas competirá a primeiro, segundo e terceiro lugares, em quatro categorias de danças: quadrilha tradicional, quadrilha cômica, danças internacionais e danças regionais. Para a escolha das danças que vão participar, a diretoria da Aparecida montou uma comissão que contou com o coreógrafo da Comissão de Frente da Aparecida, Felipe Monteiro, a coordenadora da Comissão, Elaine Oliveira, o presidente Saulo Borges, o vice Fabrício Nascimento, e o coordenador de passistas da escola, Álvaro Grimm.

    “A gente pegou como base os festivais mais tradicionais e mais fortes da cidade, como o Marquesiano, e buscou as danças que sempre competem neles, com força e com peso e as convidou. Sei que isso pode desagradar a algumas pessoas, mas para o primeiro ano de Festival, decidimos que seria a melhor opção. Pode ser que mude isso ou que não, para o ano que vem”, afirmou Saulo Borges.

    Festival terá lisura e transparência

    Como a Aparecida é uma escola de samba que tem envolvimento de componentes com parte das danças mais famosas da cidade como a Quadrilha Mocidade na Roça, a escola determinou, em regulamento, que parte dessas danças não vão concorrer no Festival. “Para essas danças, a gente reservou momentos especiais, de apresentação. A Mocidade na Roça, por exemplo, está programada para dançar 22h20 do segundo dia de Festival, o sábado, dia 15”, declara o presidente Saulo Borges.

    Outra dança que se apresentará como participação especial é a Dança Internacional Índia, que tem o carnavalesco da Aparecida, Fabiano Fayal, como coordenador. A dança tem sua apresenta programada para ocorrer às 22h do primeiro dia de festa. A Dança Internacional Caxemira, que tem como coordenador o bailarino Felipe Monteiro, que é coreógrafo da Comissão de Frente da Aparecida, e tem ainda Elaine Oliveira, se apresenta no domingo, dia 16, às 21h. A Caxemira tem ainda parte do elenco da Comissão de Frente da Aparecida. “Então, para nenhum sair falando que não houver seriedade no Festival, a gente preferiu manter essas danças de fora”, explicou Fabrício Nascimento.

    No caso da Quadrilha Manto Azul, que concorre no festival, se apresenta no terceiro dia do evento, no domingo, dia 16, e que tem Álvaro Grimm como componente, o presidente da Aparecida esclarece que o coordenador de passistas da escola só prestou consultoria ao festival compondo a comissão que fez a escolha das danças que foram convidadas para concorrer ou para participar. “A quadrilha Manto Azul tem sido campeã de vários festivais da cidade, inclusive, recentemente, não lembro o ano, foi campeã do Festival Folclórico do Amazonas, então com o Álvaro ou sem o Álvaro na comissão, a Manto Azul seria escolhida para concorrer. Agora, ele não faz parte, de nenhuma forma, do processo de escolha de jurados, na parte do festival que vai definir os campeões. Podem ficar tranquilos”, afirmou o presidente, que será o presidente da comissão julgadora, composta por cinco jurados, cujas identidades estão mantidas em sigilo.

    Com informações da assessoria

    Leia mais: 

    Desfile das Escolas de Samba de Manaus inicia nesta sexta-feira

    Bairro Aparecida festeja 137 anos nesta sexta-feira

    Especial: Aparecida vale ouro para a comunidade do bairro