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    Rumo à Europa


    Cia de teatro do AM confirmada na programação de festival em Portugal

    O Arte & Fato apresentará o espetáculo "Flecha Borboleta" na 11ª edição do Ciclo de Teatro Luso-Brasileiro

    Vanessa Pimentel | Foto: Divulgação

    Manaus - Superando barreiras históricas e geográficas, que sempre dificultaram o intercâmbio de artistas amazonenses, a Associação dos Artistas Cênicos do Amazonas - AACA - Arte & Fato, uma das mais conceituadas companhias de teatro do Estado, realizará temporada de 10 apresentações em Portugal, ainda no primeiro semestre deste ano, durante a 11ª edição do Ciclo de Teatro Luso-Brasileiro.

    O ‘tour’ por diversas cidades do país lusitano começará no dia 21 de abril, pela Cidade do Porto, mas para concretizar a ação, a cia desenvolverá a partir deste mês uma vasta programação na cidade de Manaus para arrecadar fundos, que deverão custear as despesas da viagem. Iniciando as atividades, no próximo dia 20 de janeiro, no Les Artistes Café Teatro, o grupo realizará duas apresentações gratuitas do espetáculo “Flecha Borboleta”, às 19h30 e às 20h30.

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    Karol Medeiros
    Karol Medeiros | Foto: Divulgação

    As apresentações contam com o apoio da Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Manauscult. “Esse apoio nos ajudará a custear parte das despesas com as passagens aéreas, no entanto, ainda precisaremos arrecadar um valor complementar para que possamos confirmar nossa participação no festival em Portugal”, afirmou Douglas Rodrigues, diretor da cia.

    “Flecha Borboleta” narra trágicas consequências de relacionamentos amorosos entre aviadores americanos e índias da aldeia yanomami, durante o período da Segunda Guerra Mundial. A obra é moderna, utilizando múltiplas linguagens para compor a cênica que vai desde linguagens do cinema clássico a lutas marciais e, recentemente, esteve em curta temporada na cidade de São Paulo.

    Israel Castro
    Israel Castro | Foto: Divulgação

    O elenco é formado pelos atores Acacia Mié Gama, Karol Medeiros, Vanessa Pimentel, Hely Pinto, Israel Castro, Keylla Gomes, Leonel Worton, além dos músicos Ícaro Costa, Regina Santos e Alan Jones Melo.

    “A peça é a segunda parte da trilogia intitulada ‘O outro entre nós’, que reflete a desintegração da identidade étnica regional a partir de acordo estabelecidos entre o governo brasileiro, que visavam integrar a Amazônia num plano nacional”, pontuou Rodrigues.

    A trilogia é composta pelas obras “A Estrada”, que teve sua estreia em palcos amazonenses em 2014; “Flecha Borboleta”, que estreou em 2017; e “Casa D’Água”, que deverá estrear no segundo semestre deste ano. “Todas as peças são baseadas exclusivamente na lógica do pensamento selvagem, dialogando com estruturas cosmopolitas da alteridade”, ressaltou.

    Leonel Worton
    Leonel Worton | Foto: Divulgação

    A história da região, as lutas entre portugueses e espanhóis pelas conquistas territoriais da Amazônia no século XVI e o lendário vivo nos moradores dos braços dos rios, sempre despertaram a atenção do encenador Douglas Rodrigues. Depois do século XVI, nenhum outro momento dizimou mais nativos que o período do Regime Militar no Brasil, cujo objetivo era internacionalizar a Amazônia, promovendo a integração nacional e o investimento estrangeiro.

    “A história de ‘Flecha Borboleta’ se baseia em fatos reais e descreve as trágicas consequências desse período para os povos tradicionais da Amazônia”, finalizou Rodrigues.

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