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    EM TEMPO DE ARTES


    Se o Teatro Amazonas tivesse uma 1ª bailarina, ela seria Adriana Goes

    Em conversa com o EM TEMPO a dançarina revelou suas inspirações mais profundas

    Adriana atua ainda como coreógrafa e professora de dança Mais notícias 24h por dia em: http://www.emtempo.com.br | Autor: Conheça a trajetória artística da bailarina Adriana Góes

    Manaus - São 20 anos dedicados à dança. Sua trajetória se entrelaça com a história do Corpo de Dança do Amazonas (CDA), onde iniciou sua carreira artística profissional em 1998, quando ingressou no primeiro elenco do grupo. “Na época eu tinha 16 anos, mas já tinha passado pela Seleção Amazonense de Ginástica Rítmica e também já praticava dança”, destaca Adriana Goes.

    A bailarina conta que uma de suas principais inspirações são as sutilezas do íntimo feminino. “Meu trabalho permeia muito sobre o ser humano da atualidade, principalmente sobre a mulher, porque eu me posiciono como feminista, então, procuro passar esses valores nas obras artísticas”, explica Goes, que também é coreógrafa. 

    Na foto, Adriana divide o palco com Getúlio Lima, com quem divide a vida também fora dos palcos
    Na foto, Adriana divide o palco com Getúlio Lima, com quem divide a vida também fora dos palcos | Foto: Reprodução

    É o que a artista retratou no espetáculo “Just Buquê”, que expressa a imagem da mulher contemporânea. “Levou um ano para o espetáculo ser concebido, entre pesquisas, elaborações, experimentos, feituras e ensaios. Foi uma gestação”, disse descontraída, completando que compilou também experiências próprias para compor a obra.

    “Trouxe questionamentos em relação ao matrimônio, também sobre liberdade e maternidade. Porque apesar de ser mãe e casada eu me questiono enquanto mulher. Tento passar que  a condição do matrimônio e da maternidade não são decisivas para uma mulher ser feliz”, comenta Goes, ressaltando que para uma mulher ser feliz ela precisa, antes de tudo, ser feliz consigo mesma.

    “Just Buquê” é um dos trabalhos mais recentes de Adriana
    “Just Buquê” é um dos trabalhos mais recentes de Adriana | Foto: Reprodução

    Trajetória

    Ao que diz respeito às apresentações memoráveis, a dançarina revela que o espetáculo “Mandala” foi o mais marcante na carreira. “É uma obra mundialmente conhecida. Várias companhias de dança do mundo todo apresentam, e é uma obra muito bonita”, conta Goes, lembrando que a apresentação foi bem aceita e ovacionada pelo público amazonense na época.

    Alguns trabalhos solos também compõem a trajetória da bailarina, que coreografou “Carmem Suit”, baseado na ópera Carmem, e também “Sagração da Primavera”, que segundo ela, foi uma releitura do coreografo Vaslav Nijinsky para a realidade regional. “Levamos ao público uma lenda indígena da etnia Tikuna onde exaltamos muitos elementos regionais”. 

    Adriana Goes em cena no espetáculo “Sagração da Primavera”
    Adriana Goes em cena no espetáculo “Sagração da Primavera” | Foto: Reprodução

    Novos projetos

    A bailarina, que está de licença maternidade, conta que volta à ativa agora em abril para o CDA, onde atua como assistente e professora. Para ela, uma das coisas mais importantes nesta missão é conseguir passar a experiência de anos para o grupo que está entrando agora. 

    “Como eu tive muito contato com vários coreógrafos e tenho anos de experiência, me preocupo em conseguir repassar isso para que eles tenham o melhor direcionamento. Ainda mais este ano, em que o CDA completa 20 anos. A ideia é fazer o elenco absorver as instruções da melhor maneira para que o grupo como todo esteja potente para as apresentações”.

    Adriana também é coreógrafa e professora de dança
    Adriana também é coreógrafa e professora de dança | Foto: Reprodução

    Para o segundo semestre a coreógrafa conta que recebeu convites para coreografar alguns espetáculos, e que também pretende investir em projetos pessoais. “Agora estou me concentrando mais em estudos e também na minha filha que acabou de nascer. Eu parei de dançar, de me mexer, mas minha cabeça continua ativa, ela não para nunca, vivo pesquisando e estudando para projetos pessoais”, finaliza.

    Perfil Adriana Goes - Infográfico Perfil Adriana Goes - Infográfico


    Edição: Wallace Abreu