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    Dia A Dia


    As soluções para o caos no trânsito de Manaus

    Apesar da atual situação (crítica) do trânsito em Manaus, algumas medidas podem ser tomadas para melhorar a fluidez do tráfego de veículos da capital, de acordo com Pedro Carvalho, engenheiro especialista em Transporte Público e Trânsito, que assumirá a partir do dia 1º de janeiro o Instituto de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) e a Superintendência Municipal de Transporte Urbano (SMTU). Segundo ele, entre as medidas que podem ser implantadas estão o aperfeiçoamento do sistema viário existente buscando a solução de gargalos; informatização da rede de semáforos inteligente (que possuem sensores e de acordo com o volume de carro ajuda na fluidez), disciplinamento de estacionamentos e a implantação da Zona Azul no Centro da cidade. Entre os pontos principais que contribuem de forma significativa para fazer com que o trânsito de Manaus se torne cada vez mais complicado estão a escassez de vias estruturantes (acesso de ligação e de conexão entre as ruas), excesso de superquadras quadras e descontinuidades de muitas vias - devido a cidade ser cortada por igarapés - mais o crescimento acelerado da frota motorizada, que hoje é superior a 630 mil veículos, somados aos gargalos por incapacidades das vias ou mesmo a falta de solução para os cruzamentos, destacando-se a rotatória do Eldorado; André Araújo com Paraíba (antiga); André Araújo com avenida das Torres; João Valério com Djalma Batista e Constantino Nery; Pará com Djalma Batista e Constantino Nery, além da passagem subterrânea da Darcy Vargas. Some-se a tudo isso, a notícia de que o Monotrilho e do Bus Rapid Transit (BRT), obras de mobilidade urbana, não ficarão prontas para a Copa do Mundo e 2013. Na opinião de Pedro Carvalho, apesar dos governos terem realizado algumas obras estruturantes, como a construção da avenida das Torres, do Anel Viário (começa no alargamento da avenida do Turismo indo até a Torquato e seguindo pela Reserva Ducke até o Distrito Industrial) e a Leste-Oeste (via que começa na avenida Desembargador João Machado passando pela avenida do Turismo indo até a avenida das Torres), ainda são poucas medidas estruturais que melhoraram o trânsito. "Como o passivo da cidade é muito grande, o que as obras que foram realizadas quase não são percebidas. Porém, o complexo da rotatória do São José destaca-se como a obra viária mais importante da gestão que finda, que de fato trouxe benefícios para quem mora na Zona Leste, principalmente com relação à redução de tempo de viagem naquele entroncamento", avalia o especialista. Carvalho adianta que Manaus será preparada para atender a Lei Federal de Mobilidade Urbana nº 12.587/12, segundo a qual as cidades que possuírem mais de 200 mil habitantes têm que implantar o plano de mobilidade urbana, tendo como prioridade o transporte coletivo, sob pena de não haver liberação de recursos para investimentos no sistema viário. "Para atender a Lei da Mobilidade será formada uma comissão visando a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana, conforme diretrizes do Plano Diretor, que inclusive será revisto e atualizado pela Câmara Municipal de Manaus em 2013".