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    Professora é ameaçada e agredida por aluno dentro de escola no Centro

    Após ter o pedido de ir ao banheiro negado, um adolescente de 17 anos agrediu e ameaçou a professora de história Virgínia Torres, 26, por volta das 16h da última quarta-feira (15), dentro do Colégio Brasileiro Pedro Silvestre, localizado na rua 10 de Julho, Centro.

    Segundo a vítima, após as agressões e ameaças de morte, ele chegou a esperar a educadora em frente ao colégio, e temendo pela sua vida, Virgínia pediu a uma amiga para buscá-la dentro da escola. A professora disse ainda que o adolescente já brigou com outra professora dentro do colégio, há dois meses atrás, mas nada aconteceu com o aluno.

    Ao EM TEMPO, a professora relatou que após o intervalo, o adolescente começou a pedir insistentemente para ir ao banheiro. Com a negação da educadora, o aluno começou a chamar palavrões para a professora e dizer que “daria um jeito” nela, caso a professora não permitisse que ele saísse de sala. “Como eu estava muito ocupada, eu disse que ele podia sair, mas quando comecei a ministrar a aula, ele começou a sair e entrar repetidas vezes na sala foi quando eu pedi para ele esperar lá fora, e furioso, o menino começou a me xingar de todas as formas e dizer que iria me matar”, disse.

    Virgínia afirmou ainda que no momento em que estava subindo as escadas para ir a sala dos professores relatar o ocorrido, o adolescente a abordou, segurou em seus pulsos e tentou empurrar a professora no chão, mas outros alunos conseguiram segurar a vítima. Nesse momento, o aluno continuou os xingamentos e disse que “daria cabo” da professora quando ela saísse da escola a caminho de casa.

    “Eu relatei o ocorrido para a direção, mas eles não fizeram nada, e o aluno ainda nem foi expulso da escola. Eu não consigo voltar a trabalhar desde  então com medo de ser morta por esse menino”, comentou.  Ainda de acordo com a professora, o adolescente é um aluno faltoso, que está reprovado por notas, mas não soube dizer se ele era usuário de drogas.

    Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informou que o ocorrido tratou-se de uma agressão verbal, e assim que a coordenação tomou conhecimento do caso convocou os responsáveis pelo aluno autor da agressão, informando-lhes que, por ter infringido o regimento escolar, o aluno agressor seria transferido de unidade de ensino. A Seduc ainda disse que agressões notificadas no espaço escolar, sejam físicas ou verbais, são qualificadas como infração ao regimento escolar, passíveis de advertência.

    Por Ana Sena

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