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    Servidores municipais de Manaus ameaçam parar Saúde

    Segundo os servidores, o prefeito alega que por conta da atual crise financeira do país não pode conceber o reajuste - Foto: divulgação
    Segundo os servidores, o prefeito alega que por conta da atual crise financeira do país não pode conceber o reajuste - Foto: divulgação

    No dia do servidor público, comemorado nesta quarta-feira (28), cerca de 200 funcionários dos serviços de saúde de Manaus e do Estado fecharam a avenida Brasil, na tarde desta quarta-feira (28), em protesto contra o não cumprimento de acordo firmado entre os servidores e o prefeito de Manaus, ameaçando, até, a paralização das atividades das UBS, Samu, além de outros serviços da saúde do município.

    Representando o Sindicato dos enfermeiros, dentistas, médicos, condutores, e Sindsaúde, além dos mais de 1.200 trabalhadores do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), Rafel Limeira, diz que caso o prefeito Artur Neto não coloque em prática o acordo de reajuste do Planos de Cargos, Carreiras e Subsídios (PCCS), das categorias da saúde, os servidores irão paralisam as atividades.

    “Fizemos um acordo com prefeitura há dois anos sobre a aprovação do nosso PCCS, sobre o ganho real, a perda pela inflação, fizemos todos os tramites legais, mas na hora da negociação com o prefeito, negociamos todos os salários dos servidores da Semsa, dividimos em duas parcelas, perdemos metade do reajuste de abril até outubro, com a promessa de seria reajustado nosso PCCS, e agora, na hora de aprovar e pagar o INPC não recebemos nada”, garantiu o sindicalista.

    De acordo com Rafael, os servidores ainda não aderiram ao movimento grevista, mas que pretendem levar a ideia adiante se não forem ouvidos. “Não estamos paralisados, não estamos de greve, é apenas uma manifestação porque trabalhamos, na maioria, sem ganhar nem insalubridade. Trabalhamos com sangue, secreção, e outros riscos e não recebemos. Se caso o prefeito não vier negociar com as categorias da saúde municipal, os servidores das UBS, do Samu, entre outros irão paralisar as atividades. Vamos dá um prazo até o final da próxima semana, se o prefeito não negociar com essas categorias, vamos paralisar a saúde do município”, ameaçou.

    Os servidores alegam que em 2013 negociaram um reajuste de 8% sobre a reposição salarial, além de um novo plano de Cargos, Carreiras e Salários para a categorias, mas que o acordo não vem sendo cumprindo. Segundo a enfermeira, Suelen Couto, os servidores querem uma reunião de urgência com o prefeito.

    “Queremos a imediata aprovação do nosso PCCS, visto que há dois anos consecutivos estamos negociando esse reajuste na mesa de negociação do SUS. Ficou acordado que em outubro que ele aprovaria mediante a data-base, que foi 8%, aceitamos o parcelamento mediante a aprovação do PCCS. Isso corrige todas as injustiças praticadas contra a categoria dos profissionais da saúde, referentes a insalubridade, a aposentadoria, ao auxilio localidade. Hoje não temos nada”, afirma a servidora.

    Diversos movimentos da saúde municipal aderiram ao movimento, como alguns servidores da Casa Civil. Mário Abreu, da Casa Civil, afirma que o seu salário está congelado há 20 anos, e o total, o salário base não passa dos R$420,00.

    “Os servidores da saúde não específica, pedimos a criação do nosso plano de cargos e salários que não existe, foi criado, mas nos foi negado. Nosso salário base está congelado há mais e o reajuste não acompanhou o aumento real. No Dia do Servidor Público não temos o que comemorar”, desabafou.

    Segundo os servidores, o prefeito alega que por conta da atual crise financeira do país não pode conceber o reajuste dos servidores.

    “Fizemos um estudo do impacto financeiro, e verificamos que ele não compromete no limite prudencial da lei de responsabilidade fiscal”, finalizou Expedito.

    Posicionamento da Semsa

    De acordo com o secretário de saúde do município, Homero Miranda Leão, somente alguns servidores aderiram ao movimento e há conversas permanentes com uma mesa diretora da categoria sobre a negociação do PCCS.

    "Na verdade, o plano de carreira, cargo e salários desses servidores tem que ser revisto porque foi criado há mais de 8 anos. Mas é preciso que eles entendam que, na atual conjuntura econômica do país não há condições financeiras para um reajuste.

    Ainda segundo o secretário uma eventual paralisação não faz sentido pois recentemente houve um reajuste em torno de 8,23% e que a Semsa tem conversado com a categoria.

    Por Stenio Urbano