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    Após passar mal e ser internado, secretário de finanças de Iranduba será ouvido na tarde desta quarta, no MPE-AM

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    A informações foram repassadas pelo promotor Lauro Tavares - foto: Márcio Melo

    Entre os alvos da operação Cauxi, que investiga fraudes em licitações e desvio de dinheiro público em Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus), o secretário de economia e finanças do município, David Queiroz, será ouvido na tarde desta quarta-feira (11), na sede do Ministério Público do estado do Amazonas (MPE-AM), Zona Oeste da capital.

    A informação é do promotor e coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPE-AM, Lauro Tavares. Segundo ele, o depoimento está agendado para a partir das 14h.

    David Queiroz é uma das cinco pessoas presas em cumprimento a mandados expedidos pela desembargado Carla Reis, por suspeita de envolvimento em crimes de peculato, corrupção passiva, concussão, falsidade ideológica, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e de responsabilidade.

    No momento da prisão, porém, David Queiroz passou mal e teve de ser levado para o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, por isso, os promotores acharam por bem transferir para hoje a seu depoimento.

    Ainda de acordo com o promotor Lauto Tavares, após o depoimento, Davis Queiroz será recolhido à cadeia pública, assim como os demais alvos de prisão preventiva e temporária da operação Cauxi.

    Ontem, foram presos o prefeito Xinaik Medeiros, que está sob custódia no Comando de Policiamento Especializado (CPE), a irmã dele, Nádia Medeiros, que seguiu para o centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), o chefe da comissão geral de licitação, Edu Correa Souza, e o secretário de infraestrutura do município, André Maciel Lima, que foram para a cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa.

    Investigações
    As investigações sobre desvio de dinheiro público em Iranduba tiveram início há três meses, a parir de denúncias feitas por uma associação de moradores do município, e apuram o desvio de mais de R$ 56 milhões por meio de contratos de obras, serviços e aquisições de materiais. "Cruzamos alguns dados em parceria com o tribunais de contas do Estado e União que indicavam os desvios e partir de então aprofundamos as investigações", disse Fábio Monteiro, procurador-chefe do MPE-AM.

    Além do MPE-AM, contribuíram para a operação Cauxi a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM) por meio da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai), a Controladoria Geral da União (CGU) e Polícia Civil.

    Além dos mandados de prisão, busca e apreensão, outros 15 mandos de condução coercitiva foram expedidos, somando mais de 30 ao todo. A maioria cumprida com sucesso. “Dos 15 mandados de condução coercitiva, 12 foram cumpridos. Estamos ainda à procura de um caseiro, um flanelinha e um empresário, que não foram encontrados ontem”, disse o promotor Lauro Tavares. Deste somente o empresário disse que se apresentaria na companhia de um advogado.

    Por Yndira Assayag

    Com informações de Josemar Antunes

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