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    Morador da Cidades das Luzes se acorrenta e ateia fogo no próprio corpo

    Ainda durante a ação, dez pessoas foram presas por desacato- fotos: divulgação
    Ainda durante a ação, dez pessoas foram presas por desacato- fotos: divulgação

    O morador das invasão Cidades das Luzes, André Júnior Oliveira, 32, durante ação de desocupação da polícia militar na manhã desta sexta-feira (11), ateou fogo no próprio corpo. O fato foi confirmado pela assessoria do Corpo de Bombeiros do Amazonas, que relatou que o homem se acorrentou dentro de sua residência, em um esteio, próximo a um botija de gás e materiais inflamáveis , se molhou com combustível em seguida pôs fogo em si mesmo.

    A irmã dele, nome não divulgado, quis impedir a ação, mas o homem jogou o combustível nela também.

    Devido o vazamento de gás a casa começou a pegar fogo rapidamente. O capitão Anit da equipe de Comandos e Operações Especiais da Policia Militar (COE) retirou o homem das correntes, mas também foi atingido pelas chamas. Os militares do Corpo de Bombeiros extinguiram as chamas.

    André Júnior foi levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o capitão Anit foi transportado no helicóptero Águia da PM. Os dois foram encaminhados ao Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto.

    O morador teve queimaduras de terceiro grau em 75% do corpo. O estado de saúde dele é estável apesar da gravidade. Ainda não se sabe o estado de saúde do capitão.

    O comandante geral da PM coronel Frota, disse que houve depredações e policiais machucados
    O comandante geral da PM coronel Frota, disse que houve depredações e policiais machucados

    Ao todo, seis moradores da invasão e cinco policiais ficaram feridas conforme balanço parcial emitido pelo comando da operação às 12h. Todos eles foram socorridos pelo Samu.

    O comandante geral da Polícia Militar do Amazonas, coronel Marcus James Frota, disse que houve depredações e policiais machucados, mas que isso não deteve a ação.

    “O capitão ficou queimado devido a dificuldade de desacorrentar o homem do mourão da casa. O homem relatou que é religioso e essa foi a forma dele se manifestar, isso é um comportamento semita, que dificultou a ação do capitão. Mas está sendo realizada a demolição e não houve nenhuma contrapartida por parte dos militares”.

    Ainda durante a ação, dez pessoas foram presas por desacato.

    O defensor público Carlos Alberto Almeida acompanhou a ação. Ele disse que todas as tentativas da defensoria em suspender a ação foram negadas.

    “A última tentativa foi às 19h15 de quinta-feira (10). Nós tentamos dois agravos, uma correção, um pedido de suspensão e duas petições ao juízo, no entanto, não houve aceite”, informou, acrescentando que a ação deveria ser melhor analisada.

    Outros três advogados da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB- AM) também acompanharam a operação.

    Por Conceição Melquíades

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