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    Cabo PM que matou programador e atropelou sargento se apresenta na DEHS e é liberado

    Cláudio deixou a delegacia no carro do advogado sem falar sobre o caso, porque não foi preso em flagrante e não tem mandado de prisão - foto: Ione Moreno
    Cláudio deixou a delegacia no carro do advogado sem falar sobre o caso, porque não foi preso em flagrante e não tem mandado de prisão - foto: Ione Moreno

    Autor do disparo que matou o programador Jonesmar Silva Andrade, 42, e atropelou o sargento J. Rios, da 12ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), o cabo da Polícia Militar Cláudio Marcelo Pereira de Oliveira, 38, se apresentou, acompanhado de um advogado, na tarde dessa segunda-feira (25), à Delegacia Especializada de Homicídios e Sequestros (DEHS). A Polícia Civil informou que o suspeito está afastado da corporação para tratamento médico.

    Familiares e amigos da vítima também estiveram na especializada, onde realizaram um protesto com gritos de “assassino”, após o PM ser liberado. Cláudio deixou a delegacia no carro do advogado sem falar sobre o caso, porque não foi preso em flagrante e não tem mandado de prisão. Uma amiga da família informou que o crime ocorreu durante um churrasco entre amigos, na noite do último sábado (23), em uma casa na rua Alagoas, bairro Flores, Zona Centro-Sul.

    “Sempre nos reunimos na casa de amigos e, neste dia em específico, o policial foi levado por um dos nossos amigos. Daí um amigo nosso colocou um copo de bebida em cima do carro dele (Cláudio) um Voyage, de cor preta e placa NOM 8112 e ele não gostou. O ‘Jone’ foi chamar os amigos para colocar o copo em cima do próprio carro e o PM não gostou, foi no carro, pegou a arma e atirou”, disse uma amiga da vítima que estava na DEHS.

    Um investigador que teve acesso ao depoimento do policial informou que Cláudio alegou ter atirado, porque a vítima tentou retirá-lo de dentro do carro. “Ele disse que só atirou porque o cara (vítima) tentou tirar ele do carro e ele atirou. Daí ele disse que saiu nervoso, furou a barreira policial e atropelou o policial”. No entanto, os amigos da vítima desmentem a versão apresentada pelo militar e afirmaram que, após ver que Jonesmar chamou os amigos para ficar com as bebidas em cima do seu carro, o PM já foi para o carro e pegou a arma.

    “Jones chamou os meninos para fazerem o próprio carro dele de bar, daí o policial viu, entrou no carro, pegou a arma, mirou e atirou. Daí que o ‘Jones’ mesmo baleado caiu em cima dele no carro, para impedir que ele fugisse”, relatou outra amiga da vítima.

    Por Thais Gama

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