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    Peixes-boi serão reintroduzidos à natureza no Amazonas

    A espécie é endêmica da Amazônia e está ameaçada de extinção - foto: divulgação- Ampa
    A espécie é endêmica da Amazônia e está ameaçada de extinção - foto: divulgação- Ampa

    Quatro peixes-boi que vivem há quatro anos em um semicativeiro monitorado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manacapuru (AM), serão reintroduzidos à natureza no próximo dia 26. São três machos e uma fêmea, com idade entre 7 e 10 anos. Eles serão soltos na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piaguçu-Purus, que fica a 70 quilômetros do município de Beruri (AM).

    Outros seis peixes-boi, quatro fêmeas e dois machos, serão levados do parque Aquático do Inpa, em Manaus, para esse mesmo semicativeiro. Futuramente eles poderão voltar a nadar nos rios da Amazônia. O trabalho com esses animais é feito em parceria com a Associação Amigos do Peixe-Boi (Ampa). A espécie é endêmica da Amazônia e está ameaçada de extinção.

    Segundo o biólogo da Ampa, Diogo Souza, atualmente há 60 animais nos tanques do parque e 11 no semicativeiro. O programa de reintrodução começou em 2009. Na ocasião, quatro peixes-boi foram devolvidos diretamente à natureza, mas sem sucesso. Dois morreram e dois ficaram muito debilitados. Por isso, segundo o biólogo, foi necessária a criação da etapa de semicativeiro, onde eles ficam de dois a três anos.

    “A gente percebeu que os animais tiveram muita dificuldade de se adaptar à natureza, porque eles passam boa parte do tempo no cativeiro. Eles chegaram filhotes aqui. Então, a gente criou uma etapa de adaptação gradual à natureza que é levar para um lago de semicativeiro. A gente chama de semicativeiro porque é um lago, um ambiente natural, só que é um lago controlado. É um tanque de piscicultura de 13 hectares para criação de pirarucu e tambaqui. Esse lago tem todas as condições do ambiente natural”, explicou.

    De acordo com o biólogo, a maioria dos peixes-boi chega ao Inpa ainda filhote. Muitos são capturados por pescadores acidentalmente. Eles são chamados de “filhotes órfãos”, porque a mãe, provavelmente, foi caçada. Os animais recebem tratamento por cerca de cinco anos até terem condições de ser transferidos para o semicativeiro. Depois é feita a reintrodução definitiva à natureza.

    O biólogo acredita que os quatro peixes-boi que serão soltos irão se adaptar bem ao ambiente natural. Um cinto com um transmissor será acoplado nas nadadeiras para que os animais sejam monitorados diariamente.

    Por Agência Brasil