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    Grupo realiza protesto após juiz soltar suspeito de ter estrangulado esposa, na Compensa

    As pessoas se concentraram em frente a Lan House, onde Ruth foi encontrada morta, e que era dona, com cartazes e faixas e tiveram apoio de um carro de som - foto: divulgação
    As pessoas se concentraram em frente a Lan House, onde Ruth foi encontrada morta, e que era dona, com cartazes e faixas e tiveram apoio de um carro de som - foto: divulgação

    Um grupo de 150 pessoas realizou um ato na tarde desta terça-feira (17), contra a soltura de José Eloy dos Santos Cardoso, 32, suspeito de ter assassinado a esposa Ruth Cacella Mouta, 32, no último dia 12 de maio. Familiares, amigos, vizinhos e pessoas que abraçaram a causa fecharam a avenida Oscar Borel,no bairro Compensa, Zona Oeste, em protesto.

    As pessoas se concentraram em frente a Lan House, onde Ruth foi encontrada morta, e que era dona, com cartazes e faixas e tiveram apoio de um carro de som. Os manifestantes fecharam a rua, tocaram fogo em entulhos. Com o carro de som, a passeata saiu pela rua da Prosperidade, depois pela rua Santa Rita, retornando para a avenida Oscar Borel, onde foi feita uma oração e depois dado um minuto de aplausos para Ruth.

    “O que a gente quer é que o nosso ato, mobilize o Ministério Público para que seja expedido o mandado de prisão preventiva de Eloy. Também acionamos o advogado da defensoria pública. Caso nada seja feito até o fim desta semana, voltaremos às ruas, só que dessa vez, vamos para frente do Ministério Público pedir justiça” disse um parente da vítima, que não quis se identificar.

    Entenda o caso

    Ruth foi encontrada morta por uma prima, às 7h de quinta-feira (12) com marcas de estrangulamento, dentro da lan house que era dona, localizada na avenida Oscar Borel, no bairro Compensa. O Familiares informaram que dias antes a microempresária havia pedido divórcio do marido, Eloy, com quem tinha uma filha de 3 anos.

    O técnico em informática é o principal suspeito de ter cometido o crime. Ruth sumiu na noite de quarta-feira, 11 de maio, quando não retornou para casa depois de encerrar o expediente na lan house. Eloy era usuário de drogas e havia acabado de sair de uma casa de reabilitação.

    Eloy foi preso pela delegacia Especializada em Homicídio e Sequestros (DEHS) e solto nesta segunda-feira (16) depois que o juiz Carlos Valois alegou que a investigação responsável não fundamentou com provas de flagrante de Eloy, cometendo ou fugindo do local do crime, o que torna inviável manter o suspeito preso, sem provas de flagrante.

    Por Joandres Xavier