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    Emoção e muitos aplausos marcam a despedida do psiquiatra Rogelio Casado em Manaus

    Familiares e amigos participaram da ultima homenagem ao médico - foto: Ione Moreno
    Familiares e amigos participaram da última homenagem ao médico - foto: Ione Moreno

    Ao som de ‘Canção da América’ e muitos aplausos, familiares, amigos e admiradores do médico psiquiatra Rogelio Casado prestaram a ele suas últimas homenagens na manhã desta quarta-feira (18), quando foi sepultado no cemitério São João Batista, Zona Centro-Sul de Manaus. O renomado profissional morreu ontem,  vítima de uma parada cardiorrespiratória, após duas semanas internado em uma unidade hospitalar da cidade.

    O trabalho do médico é considerado por todos um divisor de águas nas questões de luta a favor dos tratamentos e do bem-estar dos pacientes com doenças mentais.

    Bastante emocionado na cerimônia de partida do médico, o irmão e jornalista Herman Marinho disse, durante seu discurso de despedida, que Casado deixa um grande legado e a esperança de que o trabalho desenvolvido por ele terá continuidade. Marinho afirmou ainda que o conforto da família neste momento é ver que todas as lutas do Casado foram respeitadas e reconhecidas e que servirão como exemplo para a sociedade.

    “Quando você fala em psiquiatria, em atendimento psicossocial, sempre priorizando os menos favorecidos, é inevitável não lembrar dele como pioneiro nas lutas por essas pessoas. Todo mundo que acompanhou as lutas deles sabe que é um pouco herdeiro dessas bandeiras. Eu espero que a semente que ele plantou encontre uma terra fértil para que isso se desenvolva cada vez mais. A partida dele nos deixou um pouco mais pobre”, lamentou.

    O Secretário Municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão, ressaltou que Casado faz parte da história da cidade de Manaus, por sempre manter uma postura firme nas causas psiquiátricas, das lutas antimaniconial, onde foi precursor.

    “Para nós da área da saúde, é uma perda inestimável. Rogelio sempre contribuiu em todos os aspectos para a área. Talvez ele tenha sido a única pessoa que eu conheci que mantinha as suas ideias, sempre respeitando as inovações. Coerente, mas sempre ouvindo o contraditório e mantendo a ponderação. Ele era de fato uma inteligência a serviço das boas causas. Deixa uma saudade enorme”.

    Por Gerson Freitas

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