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    Babá que estuprava menina de 7 anos terá prisão domiciliar; família pede Justiça

    Lidiane pedia para que a menina não comentasse sobre o aliciamento com ninguém da sua família, diz polícia – foto: Janailton Falcão
    Lidiane pedia para que a menina não comentasse sobre o aliciamento com ninguém da sua família, diz polícia – foto: Janailton Falcão

    A babá Lidiane Barbosa da Silva, 21, que foi presa no dia 2 de maio deste ano, suspeita de abusar sexualmente de uma menina de 7 anos, recebeu nesta semana, a autorização da Justiça para responder ao crime de estupro de vulnerável em prisão domiciliar.

    Lidiane está gravida de três meses, e por conta disso entrou com um pedido na Justiça para responder ao crime em casa. A suspeita foi ouvida na manhã desta terça-feira (19), na segunda audiência de instrução do caso, junto com três testemunhas de defesa. A decisão da Justiça gerou revolta nos familiares da menina.

    A mãe da vítima, uma empresaria de 37 anos, contou que devido aos abusos, a criança teve as partes íntimas dilaceradas. Após o crime, a família precisou mudar de endereço e atualmente vive refém do medo.

    “Ela acabou com minha vida e com a vida da minha família. Eu tive que mudar de endereço. Vivo trancada na minha casa com medo e ela recebe direito de prisão domiciliar. Eu não durmo direito. Não me alimento corretamente. Minha filha tem pesadelos”, disse a mulher.

    Ainda conforme a mãe da vítima, os abusos ocorreram quando Lidiane trabalhava na casa da vítima.  A babá dopava a avó da menina de 70 anos, e o irmão da mesma de apenas 11 anos, com o remédio clonazepam para poder cometer os abusos.

    “Ela dopava minha mãe e meu filho. E ameaçava minha filha dizendo que ia matá-la. Eu comecei a saber dos furtos, através do celular do meu pai, que ela pegou após ele falecer, e aí tirei ela de casa. Foi quando minha filha criou coragem e contou dos abusos, na hora eu desmaiei e não tive coragem de ouvir os relatos”, contou.

    A assistente do Ministério Público do Estado (MPE-AM), Denise Macedo disse que ainda não teve acesso aos altos do processo, e que ainda não sabe quais foram as alegações da defesa da babá para receber o benefício da Justiça, mas prometeu que irá acompanhar o caso.

    “Hoje é a audiência de instrução e eu vou verificar o que está acontecendo. Acredito que ainda não deverá ser julgada a sentença, porque o processo ainda envolve ouvir testemunhas, provas e tudo mais, mas temos que esperar”, disse.

    O crime

    Lidiane foi presa no dia 2 de maio, em via pública, quando saía de um culto de uma igreja evangélica na rua Cupiara, conjunto Hiléia, bairro Redenção, na Zona Centro-Oeste da cidade. Na época do crime, a delegada Juliana Tuma, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca),  que atuou no caso, informou que a mulher confessou o crime, mas disse que abusou da criança apenas uma vez. Porém, evidências levaram a crer o contrário.

    De acordo com a delegada, há relatos de que a babá tocava nas partes íntimas da garota, fazia sexo oral nela e também obrigava a criança a fazer o mesmo na babá. Um teste de conjunção carnal confirmou que o hímen da menina foi rompido, e que a babá enfiava dedos e objetos na garota. Um exame também comprovou que a garota havia contraído uma Doença Sexualmente Transmissível (DST).

    Por Michelle Freitas

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