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    Dia A Dia


    Suspeito de jogar filho no rio Negro será ouvido nesta quarta, em audiência de instrução no Henoch Reis

    Preso desde setembro, Josias afirma que assumiu a autoria do crime porque foi coagido na delegacia – foto: Arthur Castro
    Preso desde setembro, Josias afirma que assumiu a autoria do crime porque foi coagido na delegacia – foto: Arthur Castro

    A primeira audiência de instrução e julgamento sobre a morte do menino Pablo Pietro, de 4 meses, supostamente arremessado no rio Negro pelo próprio pai, o canoeiro Josias de Oliveira Alves, 31, em agosto do ano passado, está marcada para acontecer na manhã desta quarta-feira (24), na 2ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum Ministro Henoch Reis, no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul.

    Conforme o Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), mais de 1 ano após o crime, a audiência marcada para começar às 10h de amanhã irá ouvir sete testemunhas de defesa e acusação, assim como o réu Josias e a mãe da vítima, a ex-presidiária Cleudes Maria Batista de Morais, 24.

    Ainda segundo o Tjam, a audiência que estava marcada para maio deste ano foi adiada porque a juíza Mirza Telma de Oliveira solicitou ao Ministério Público do Estado (MPE-AM) que Cleudes fosse incluída como ré no processo, mas a solicitação não foi aceita. O processo segue em segredo de Justiça.

    Contradições
    Conforme as investigações da Polícia Civil, o crime ocorreu na noite de 14 de agosto de 2015, no momento em que o canoeiro e a ex-companheira, Cleudes Maria, mãe do bebê, conversavam sobre o valor da pensão alimentícia do filho. Em determinado momento, os dois teriam iniciado uma discussão e, em seguida, Josias teria jogado o filho em pleno rio Negro.

    No decorrer das diligências, realizada pela Delegacia Especializada de Homicídios e Sequestros (DEHS), os dois apresentaram depoimentos contraditórios, e em uma das ocasiões Cleudes Maria chegou a ser presa.  Após negar em três depoimentos que não havia jogado a criança no rio, Josias confessou ao delegado titular da DEHS, Ivo Martins, a autoria do crime. Após o depoimento ele foi preso no dia 25 de setembro de 2015.

    À época, Cleudes foi libertada após o ex-companheiro confessar ter arremessado o próprio filho. Ao AGORA, o canoeiro afirmou que confessou o crime por ter sido ameaçado e forçado a falar na DEHS.

    A juíza Mirza Telma chegou a dizer que o caso ainda terá uma reviravolta e não descartou a hipótese de Cleudes ser presa.

    Tráfico
    Em maio deste ano Cleudes Maria foi detida pela Polícia Militar, em Manacapuru – a 86 quilômetros de Manaus -, com outras quatro pessoas, após denúncia anônima de que uma casa na rua Caapiranga, no bairro União, estaria servindo como ponto de venda de drogas. Levada para a delegacia da cidade, após prestar esclarecimentos, Cleudes foi liberada.