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    Polícia identifica 7 suspeitos de participarem da chacina do Compaj

    A rebelião aconteceu durante a tarde de domingo (1º) e madrugada de segunda-feira (2) e deixou um saldo de 56 mortos - foto: divulgação

    A Polícia Civil já identificou sete internos envolvidos nas 56 mortes durante a rebelião do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), que ocorreu entre a tarde de domingo (1º) e madrugada de segunda-feira (2).

    De acordo com o delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Ivo Martins, até o momento foram ouvidas entre 15 e 20 pessoas, entre presos, agentes penitenciários e policiais. Os nomes dos sete envolvidos foram citados durante as oitivas das testemunhas.

    “Essas pessoas foram ouvidas de maneira formalmente e informalmente e os setes nomes foram citados.  Esses setes ainda não foram ouvidos, estamos reunindo primeiro as informações para poder ouvi-los, pois assim teremos mais elementos para confrontá-los durante os depoimentos”, explicou Martins.

    Conforme o delegado, estão sendo analisados as imagens do circuito interno do presídio, áudios e vídeos que circularam em grupos de WhatsApp para identificar os envolvidos no massacre. Ainda segundo o titular da DEHS, ainda não dá para precisar a quantidade de pessoas responsáveis pela rebelião e nem quem são os líderes. “Além desses sete, existem outros envolvidos e estamos trabalhando para identifica-los”, falou o delegado.

    O nome de Márcio Ramalho Diogo, 34, conhecido como ‘Garrote’, é citado por quase todas as testemunhas que já foram ouvidas. Ele aparece, de boné vermelho, juntamente com outros presos em uma selfie, feita durante a rebelião do Compaj, exibindo com os companheiros várias armas de grosso calibre.

    'Garrote' é o que aparece de boné vermelho ao fundo da imagem - foto: divulgação

    ‘Garrote’ é identificado pela Polícia Federal como um dos ‘xerifes’ do Compaj e homem de confiança de José Roberto Fernandes Barbosa, o ‘Zé Roberto da Compensa’, um dos líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN) dentro da cadeia.

    A Polícia Civil (PC) tem um prazo de 30 dias para encerrar o inquérito.  Porém, segundo o delegado Ivo Martins, a expectativa é que seja concluído antes do prazo previsto.

    Além de Ivo Martins, os delegados Rodrigo de Sá Barbosa, do 20º Distrito Integrado de Polícia (DIP), e o delegado Tarson Yuri, da Seccional Oeste participam das investigações.

    Mara Magalhães
    Portal EM TEMPO

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