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    Tumulto no Centro não passou de boatos, afirma PM

    A PM descarta quaisquer alterações no Centro de Manaus - foto: Ione Moreno

    Pânico e correria marcaram o final da tarde desta sexta-feira (6) no Centro de Manaus. Após vários relatos de arrastão, lojistas fecharam os estabelecimentos, assim como várias pessoas se apavoraram com o possível risco. De acordo com a Polícia Militar (PM), as ocorrências eram falsas.

    De acordo com um ambulante, que não quis ser identificado, houve sim um princípio de arrastão que gerou correria nas ruas Henrique Martins, Epaminondas e Marechal Deodoro, além da avenida Eduardo Ribeiro. "Todo mundo corria. Tinha um pequeno grupo levando as bolsas das mulheres, tudo o que viam pela frente", relatou.

    Por prevenção, lojistas baixaram as portas - foto: Ione Moreno

    Em vários pontos da região central da cidade e adjacências, os estabelecimentos comerciais fecharam as portas por medida de segurança. A dona de uma loja de joias decidiu encerrar as atividades após perceber que o comércio ficava vazio. "Muita gente correndo, todo mundo fechando as lojas. Eu que não vou ficar sozinha aqui", contou a empresária que também não quis se identificar.

    Outra pessoa que não quis revelar o nome, que trabalha como chefe de cozinha em um restaurante regional, a notícia do terror se espalhou rapidamente. “Falaram que a coisa foi feia na Eduardo Ribeiro. Estamos todos em pânico aqui”, contou.

    Na rua Dez de Julho, em uma das unidades de uma universidade particular, houve correria. Segundo a assessoria da instituição, um grupo de alunos entrou correndo e afirmava que estava acontecendo um arrastão. Ainda segundo a assessoria, as pessoas já tinham estado na Central de Atendimento e, após o alerta, voltaram para o lugar buscando um abrigo com segurança.

    "As pessoas estavam entrando normalmente aqui. De repente, começaram a correr, atropelando todo mundo. Tinha um homem que estava assaltando as pessoas aqui na rua", disse a funcionária da instituição, Renata Lima.

    Mas, conforme o tenente coronel da PM, Franklides Ribeiro, não foi registrado nenhuma ocorrência. “Isso foi uma rede de boatos, não houve nada. O que aconteceu foi que um grupo, já conhecido da área, correu assustando as pessoas. Isso foi alarme falso. Estamos agora investigando quem foram os responsáveis por essa situação”, explicou.

    Manoela Moura
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