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    PM tranquiliza amazonenses após soltura de presos do semiaberto em Roraima

    O policiamento foi reforçado em Manaus - foto: Márcio Melo

    “A segurança foi reforçada para dar tranquilidade à população amazonense, seja com relação aos fugitivos do Compaj e do Ipat, quanto aos presos de Roraima que, por ventura, tentarem vir para Manaus ou outros municípios”, disse o comandante da Polícia Militar do Amazonas, coronel Augusto Sérgio Farias Pereira, ao ser questionado sobre a medida da justiça de Roraima que concedeu prisão domiciliar para 161 presos – que cumpriam pena no regime semiaberto do Centro de Progressão Penitenciária em Boa Vista.

    A liberação dos presos gerou preocupação para alguns amazonenses, que utilizaram as redes sociais para comentar sobre a decisão. A dona de casa, Isis Gomes da Silva, 34, relatou que teme que os detentos do estado vizinho venham para a capital amazonense e possam promover assaltos e outros crimes.

    “É muito perigoso. Já não bastava ter mais de 100 fugitivos nos presídios do Amazonas, agora soltaram mais uma centena, que pode muito bem vir para Manaus e fazer o caos”, disse ela, que mora no Santa Etelvina, bairro a poucos metros do ramal onde estão localizados o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) e mais dois Centros de Detenções Provisórias (CDP’s).

    Já o industriário Antônio Marques Sobrinho, 33, acredita que a liberação dos presos é um sinal para a população ficar ‘alerta’. “Saímos todos os dias preocupados por conta da quantidade de assaltos e mortes na cidade. Ficamos pior quando teve a rebelião e as fugas aqui no Amazonas. Agora ainda tem essa dos presos de Roraima ficarem livres? ”, questionou o profissional, que tem evitado sair durante a noite.

    O comandante da PM no Amazonas disse não acreditar que os presos de Roraima venham para o Amazonas porque vão ficar em prisão domiciliar. Ainda assim, ele relatou que a segurança foi reforçada para evitar qualquer tipo de ocorrência.

    “Nós estamos preocupados com a situação prisional no Estado. Não acredito que os presos de Roraima, que por sinal já passavam o dia todo na rua e só voltavam de noite para o presídio, venham fugir para cá. Se eles quisessem fugir, já teriam feito isso antes. Ainda assim, vamos atuar sob qualquer ameaça”, relatou Augusto Sérgio. Ainda segundo ele, mais de 800 policiais trabalham diariamente na segurança, sendo que 150 deles atuam nos presídios.

    A reportagem tentou contato com o secretário de segurança pública, Sérgio Fontes, por telefone, mas fomos informados que ele se encontrava em uma reunião e não poderia responder os questionamentos sobre esta matéria.

    Decisão

    A decisão da justiça roraimense aconteceu após o massacre na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, que deixou 33 presos mortos, na última sexta-feira (6). Os 161 presos, segundo a Secretaria de Justiça e Cidadania, foram liberados ainda no domingo.

    Os detentos devem retornar para o presídio no dia 13 de janeiro. O pedido foi feito pela Comissão de Direitos Humanos Ordem do Advogados do Brasil em Roraima, que enfatizou que a unidade prisional não garantia segurança aos presos e aos servidores.

    Bruna Souza
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